No Pontal do Paranapanema, no oeste do estado de São Paulo, assentados já plantaram 10 milhões de árvores desde 2002, segundo dados do projeto Corredores de Vida, coordenado pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). A iniciativa tem como objetivo reconectar fragmentos da Mata Atlântica, recuperar áreas degradadas e promover geração de renda local.

O Corredores de Vida informou ter recuperado 6 mil hectares até o momento e relata sinais de retorno da fauna nas áreas reflorestadas. O projeto estabelece uma meta de ampliar a restauração para 75 mil hectares até 2041, o que, conforme a divulgação, equivale a uma área comparável à cidade de Nova York.

As ações do Corredores de Vida no Pontal do Paranapanema começaram em 2002 e, desde então, têm buscado conectar remanescentes florestais da Mata Atlântica por meio do plantio e da restauração ecológica em propriedades e assentamentos. A retomada de espécies animais é apresentada como um indicador de recuperação ambiental nas áreas atendidas.

O projeto, coordenado pelo IPÊ, concentra esforços no oeste paulista e combina recuperação de vegetação nativa, manejo de viveiros para fornecimento de mudas e práticas agroflorestais que favorecem a geração de renda. A proposta de avançar até 75 mil hectares até 2041 prevê continuidade do trabalho comunitário e técnicas de restauração para ampliar os corredores ecológicos na região.

10 milhões de árvores plantadas por assentados transformam área no interior de SP em “fábrica de floresta”

Imagem: Divulgação

O desenvolvimento do reflorestamento pelos assentados e as metas anunciadas refletem a estratégia de conciliar restauração da Mata Atlântica com oportunidades econômicas locais, por meio de viveiros, café agroflorestal e ações comunitárias no Pontal do Paranapanema.





Com informações de Clickpetroleoegas