Demanda por jatos privados segue firme apesar do combustível mais caro
Dados recentes da consultoria WingX indicam que o mercado de aviação privada mundial continua aquecido, apesar dos preços mais altos do combustível e dos cortes de voos em companhias aéreas comerciais. No acumulado do ano, os segmentos de voos de jatos privados estão 3,9% acima do mesmo período de 2025, que já tinha registrado alta de 2,6% em relação a 2024.
A América do Norte, responsável por cerca de 70% da atividade global, teve avanço de 4,7% nas primeiras 19 semanas de 2026 na comparação anual, após um ganho de 3,0% em 2025 frente a 2024. Na Europa, onde o debate público sobre jatos privados tem se intensificado, os segmentos subiram 3,5% até agora no ano, revertendo uma queda de 0,5 ponto entre 2024 e 2025.
As últimas quatro semanas também registraram crescimento contínuo: globalmente, os voos de jatos privados ficaram 3,0% acima do mesmo período do ano anterior; na América do Norte, a alta foi de 4,0%; e nos Estados Unidos os voos estão 5% superiores aos registrados em 2025 nas últimas quatro semanas.
Operadores de propriedade fracionada e de charter nos EUA reportaram aumento de 9% no número de decolagens nas últimas quatro semanas em relação a igual período do ano anterior. Entre os maiores operadores da região, NetJets e Flexjet apresentaram crescimento de dois dígitos no acumulado do ano: a NetJets somou 156.467 voos, alta de 13,3% até 10 de maio de 2026; a Flexjet registrou 62.696 voos, 11,9% acima do ano anterior.
Executivos do setor têm se mostrado otimistas. Bill Papariella, chairman da Bond, declarou à Bloomberg TV que “A aviação privada está pegando esse vento favorável em cheio.” Ele também afirmou que os IPOs do setor de tecnologia podem gerar mais de 5.000 novos centimilionários e atribuiu parte da alta à “criação de riqueza desde a covid”, que chamou de “absolutamente extraordinária”.
Relatórios do mercado reforçam o cenário de aumento de riqueza: a consultoria Knight Frank estima 713.626 indivíduos com patrimônio ultraleve (UHNWIs) no mundo, ante 551.435 em 2021. Os Estados Unidos, que já representam 35% dos novos super-ricos, deverão agregar 136 mil UHNWIs nos próximos cinco anos e elevar sua participação nesse grupo para 41%.
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Executivos de empresas de aviação privada relataram que têm conseguido repassar aos clientes os aumentos do combustível sem resistência por ora. Greg Raif, CEO da Elevate Jet, afirmou à Fortune que a demanda “não apenas não desacelerou… como na verdade aumentou ligeiramente.” Jim Segrave, chairman da flyExclusive, disse em teleconferência que não observaram interrupção na demanda entre sua base de clientes e que esperam crescimento de 15% na receita do segundo trimestre em comparação ao ano anterior, lembrando que as receitas do primeiro trimestre subiram 9%.
George Mattson, CEO da Wheels Up, afirmou à Bloomberg Radio que “A demanda continua muito forte” e comentou que tanto o segmento de charter quanto o corporativo seguem bem. Greg Abel, da Berkshire Hathaway, declarou à CNBC que a demanda é suficiente para que a NetJets deva receber cerca de 100 novos jatos em 2027, número semelhante ao deste ano.
Apesar do otimismo, dirigentes do setor mantêm vigilância sobre riscos macroeconômicos e sobre a possibilidade de aumentos contínuos no preço do combustível afetarem a demanda. Como resumiu Jim Segrave: “Seguimos com os olhos bem abertos para o ambiente externo.”
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6