15/07/2006 marca 20 anos desde a abertura ao público de uma plataforma que se tornou referência nas redes sociais. Lançada em 2006 e renomeada como X em 2023, a rede passou por várias fases e alterações de gestão, impactando áreas que vão do entretenimento à política.

Duas décadas de presença na esfera pública

A rede social, inicialmente pensada para mensagens curtas, teve sua primeira publicação feita por um dos fundadores, Jack Dorsey, em março de 2006, e foi liberada ao público em 15 de julho do mesmo ano. Ao longo de vinte anos, reuniu perfis anônimos e figuras públicas, consolidando-se como canal para a difusão de notícias, campanhas, manifestações e conteúdos virais.

Comunidades internas moldaram debates culturais e sociais. Entre elas, o grupo conhecido como Black Twitter ganhou destaque ao fomentar discussões sobre representatividade e temas raciais por meio de hashtags e mobilizações. Outro estilo reconhecido foi o chamado Weird Twitter, formado por humor absurdo e observações desconexas; entre os exemplos notórios está um tuíte satírico do perfil @dril que ironizou um orçamento doméstico fictício e se tornou amplamente compartilhado.

Ao longo dos anos, a plataforma registrou episódios inéditos. Em maio de 2009, o astronauta Mike Massimino publicou a primeira mensagem enviada a partir do espaço durante uma missão de manutenção do telescópio Hubble, divulgação que passou pela conta oficial da NASA. No mesmo ano, manifestantes no Irã utilizaram a rede para divulgar informações sobre protestos após uma eleição contestada, mesmo que o movimento tenha sido posteriormente reprimido pelas autoridades.

Momentos de grande circulação pública também incluíram imagens e campanhas virais. Na cerimônia do Oscar de 2014, uma selfie coletiva organizada por Ellen DeGeneres alcançou milhões de compartilhamentos. Em 2017, as denúncias contra Harvey Weinstein impulsionaram uma mobilização global quando Alyssa Milano convocou mulheres a relatarem experiências com a hashtag #MeToo, ampliando a visibilidade do movimento originado por Tarana Burke.

Em 2020, a conta familiar do ator Chadwick Boseman foi usada para anunciar sua morte e revelar que ele convivia com um câncer havia quatro anos, publicação que se tornou uma das mais repercutidas na plataforma. Já a relação entre a empresa e o então presidente dos Estados Unidos entrou em outro patamar após a eleição de 2020: em janeiro de 2021, a plataforma baniu permanentemente Donald Trump, citando publicações que violavam regras sobre apologia à violência após a invasão ao Capitólio.

Imagem: Divulgação

Nos anos seguintes, surgiram alternativas e reações à moderação e à gestão da rede. Trump lançou a Truth Social para se comunicar com apoiadores; em final de 2022, após consulta a usuários por meio de votação na própria plataforma, Elon Musk restabeleceu a conta do ex-presidente. Episódios como a troca de mensagens entre Andrew Tate e Greta Thunberg, em 2022, também geraram ampla repercussão.

Em 2023, o então dono da empresa promoveu a mudança da marca Twitter para X e aposentou o logotipo do pássaro azul, medida que levou artistas e usuários a migrarem para redes como o Bluesky, criada em 2019 sob a liderança de Jack Dorsey. Apesar das transformações e controvérsias envolvendo desinformação, moderação e liberdade de expressão, a plataforma — hoje X — mantém papel central nas discussões sobre memes, política, relações interpessoais e meio ambiente.

Com informações de Olhardigital