A partir de 27 de fevereiro de 2026, o trader Pako Moore atingiu uma sequência de 47 pregões fechando no positivo, resultado que chamou atenção por sua regularidade no intraday. Em entrevista ao InfoMoney, ele e André Moraes explicaram os fatores operacionais e a evolução das salas ao vivo que sustentaram esse desempenho.

Sequência e transparência

Moore atribui a manutenção da sequência a um modelo operacional centrado em controle de risco e leitura de fluxo. Ele afirma que a divulgação diária dos resultados e a fiscalização pela própria comunidade de alunos aumentam a transparência e a credibilidade da operação, com a sala sendo verificada por participantes.

Trajetória e método

Segundo o trader, a consistência atual foi construída ao longo de anos e não veio de imediato. Ele relata que iniciou em 2012 e acumulou perdas que ultrapassaram R$ 400 mil, experiência que, segundo ele, serviu de base para ajustar sua abordagem. A virada, de acordo com Moore, ocorreu com o desenvolvimento do método LPF — leitura de preço e fluxo — que reduz subjetividade nas entradas.

Gestão e estatística

O modelo operacional descrito por Moore concentra-se em três pilares: gestão de risco, frequência de mercado e liquidez. Na prática, a estratégia privilegia a redução rápida do risco das operações, buscando ganhos pequenos e repetidos, mas mantendo a possibilidade de aproveitar movimentos maiores quando surgem oportunidades. Ele diz procurar estopar posições o mais próximo possível do ponto de equilíbrio.

Moore detalha ainda que o operacional alcançou taxas de acerto entre 70% e 80%, com uma relação risco-retorno de aproximadamente 1 para 1 até 1 para 1,5. Ele contrasta essa abordagem com estratégias de payoffs maiores, destacando que diferentes combinações de acerto e payoff podem levar a expectativas matemáticas equivalentes — citando, como comparação, quem trabalha com relação 3 para 1 e acerto de 37%.

Origem e profissionalização das salas

André Moraes recorda que o trading no Brasil surgiu de forma isolada, com poucos participantes trocando experiências informalmente. Esses encontros passaram de conversas por Skype durante o pregão para salas ao vivo organizadas, que hoje funcionam como negócios estruturados e, em alguns casos, integradas a corretoras. Moraes afirma ter participado desse processo e ajudado a montar a primeira sala ao vivo dentro de uma corretora para ensinar clientes a operar.

Imagem: Controle da sala de Pako Moore – 47 dias sem Loss

Valor educacional e critérios de escolha

As salas ao vivo são apontadas pelos entrevistados como um atalho prático entre teoria e aplicação, permitindo ao iniciante observar decisões em tempo real, gestão emocional e controle de risco durante diferentes cenários. Ao escolher um mentor, ambos recomendam cautela: promessas de ganhos diários ou retornos garantidos devem ser vistas com desconfiança; é essencial verificar se o profissional realmente executa o que ensina e se o estilo se encaixa no perfil do aluno.

O relato de Moore e Moraes destaca, portanto, que consistência no day trade depende de método, gestão e de um processo de aprendizagem que combina experiência prática com filtros rigorosos na hora de escolher orientação.

Com informações de Infomoney