Em 28 de janeiro, durante apresentação em Tóquio, no Japão, Lady Gaga fez um discurso sobre as operações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA). A artista interrompeu o show da turnê “Mayhem Ball” para abordar o impacto das ações do órgão sobre famílias e indivíduos nos Estados Unidos.

No palco, Gaga declarou que, em poucos dias, retornaria aos EUA, mas que levava no coração a preocupação com pessoas — sobretudo crianças — que, segundo ela, estariam sendo “impiedosamente perseguidas” pelo ICE. “Meu coração dói ao pensar em toda a dor e em como vidas estão sendo destruídas diante dos nossos olhos”, frisou a cantora.

A artista também mencionou o estado de Minnesota, onde, segundo ela, moradores vivem com medo e buscam orientações sobre como agir frente à atuação do órgão. “Quando comunidades perdem a sensação de segurança e pertencimento, algo se quebra dentro de todos nós”, afirmou.

Em seguida, Lady Gaga fez referência a um caso recente em Minneapolis: a morte a tiros da enfermeira de UTI Alex Pretti, de 37 anos, vítima de um agente do ICE. Esse teria sido o terceiro incidente envolvendo disparos de agentes do órgão na cidade apenas naquele mês.

Para dar voz aos que se sentem desamparados, a cantora dedicou a música “Come To Mama” a quem enfrenta sofrimento, solidão ou perda de entes queridos. Ela ressaltou a necessidade de restaurar um ambiente de segurança, paz e responsabilidade.

Imagem: Protesto

“Pessoas boas não deveriam ter que lutar tanto e arriscar suas vidas por bem-estar e respeito. Espero que nossos líderes estejam ouvindo esses apelos e ajam com misericórdia”, pediu a artista, destacando a importância de cultivar esperança mesmo em tempos difíceis.

Ao concluir o discurso, Gaga afirmou que o apoio da comunidade, amigos e familiares é fundamental para manter a fé em dias melhores. Em seguida, retomou o show com um tom de otimismo, reafirmando seu compromisso com a causa.

Com informações de Vagalume