Mais de 1 bilhão de pessoas são esperadas para acompanhar o Super Bowl no próximo domingo (8), quando New England Patriots e Seattle Seahawks se enfrentam na Califórnia (EUA). Além da disputa em campo, o evento reúne shows, anúncios e ativações que atraem públicos de diversas partes do mundo.
Segundo a American Gaming Association, o Super Bowl de 2025 bateu recorde ao gerar US$ 1,4 bilhão em apostas esportivas. A previsão para a edição deste ano é ultrapassar US$ 1,8 bilhão em palpites online globalmente. No Brasil, onde as apostas foram regulamentadas há apenas um ano, o mercado está atento ao potencial de crescimento dessa modalidade.
No ano passado, o setor de apostas no País registrou R$ 37 bilhões de receita bruta. Desse total, R$ 2,5 bilhões foram provenientes de outorgas e R$ 95,5 milhões, de taxas de fiscalização. De acordo com a Receita Federal, o segmento gerou R$ 10 bilhões em tributos em 2025.
A expectativa é que a participação dos brasileiros no Super Bowl eleve ainda mais o volume de apostas online. Embora o hábito de apostar em futebol americano seja incipiente no Brasil, o interesse vem crescendo, especialmente após duas partidas da NFL realizadas em São Paulo nas estreias das temporadas de 2024 e 2025.
“Um evento como o Super Bowl repercute em vários segmentos, extrapolando as fronteiras do esporte e fortalecendo a economia local, principalmente nos setores de turismo, como hotéis e restaurantes”, afirma Joaquim Lo Prete, country manager da agência Absolut Sport no Brasil.
O executivo ressalta ainda que a NFL conseguiu transformar sua final em um grande produto de entretenimento, capaz de atrair marcas, audiência e engajamento em escala global.
Para Bruno Guilherme, CEO da Brasil Sports Business, o Super Bowl é o maior ativo publicitário do mundo esportivo, mas não se trata de um caso isolado. “O college football também se consolidou como um ativo estratégico extremamente valioso. A realização de um jogo universitário no Brasil, confirmada para 29 de agosto, mostra o interesse crescente por esse produto”, destaca.
Bruno acrescenta que investimentos de até US$ 10 milhões por 30 segundos de anúncio não compram apenas audiência, mas relevância cultural e presença em um evento que une esporte, entretenimento e mídia.
Imagem: Ap
Alex Rose, CEO da InPlaySoft, reconhece que as apostas em futebol americano ainda não são prioritárias no Brasil, mas aponta que o mercado vem crescendo e oferece margem para casas de apostas explorarem promoções e ajustes nas plataformas para facilitar o entendimento do público.
Ricardo Bianco Rosada, fundador da consultoria brmkt.co, avalia que as oscilações nas odds refletem as expectativas de um jogo equilibrado e oferecem oportunidades para apostadores que buscam valor em suas análises.
Ricardo Magri, diretor executivo da EBAC, compara o Super Bowl a uma Copa do Mundo da FIFA para o mercado de apostas. Embora seja um evento anual e de duração reduzida, ele provoca elevações significativas no volume de palpites, equivalentes aos grandes torneios esportivos.
Apostas curiosas
Nos Estados Unidos, as casas de apostas oferecem opções além do resultado do jogo. Em 2025, foi possível apostar se o jogador Travis Kelce pediria Taylor Swift em casamento, qual seria a primeira música de Kendrick Lamar no intervalo e quantas trocas de figurino o rapper faria. Outra aposta tradicional envolve a cor do Gatorade que o time vencedor despejará no técnico durante a celebração.
Com informações de Brazileconomy

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6