O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) e os demais autores da ação antitruste contra o Google protocolaram, em 3 de fevereiro de 2026, um recurso cruzado para contestar as decisões sobre as medidas impostas à empresa. A apelação questiona as determinações vinculadas ao suposto monopólio ilegal na busca na internet e na publicidade em resultados de pesquisa.

Recurso do DOJ e insatisfação com as decisões

Em comunicado publicado na rede social X pela Divisão Antitruste do DOJ, o órgão informou que entrará com o recurso cruzado contra as chamadas “remédios” definidos pelo juiz Amit Mehta, do Tribunal Distrital de Washington. Segundo o anúncio, o objetivo é alterar parte das obrigações e restrições determinadas em setembro do ano passado, que, na avaliação do governo, deixaram de atender a algumas das solicitações mais rígidas apresentadas no processo.

O movimento do DOJ ocorre poucas semanas após o próprio Google ter solicitado, no dia 17 de janeiro, a suspensão dessas medidas durante a tramitação do recurso em instância superior. Na ocasião, a empresa argumentou que as restrições poderiam afetar seu modelo de negócios no mercado de pesquisa online e em acordos de distribuição de produtos.

Principais medidas contestadas

Entre as decisões que passam agora por nova análise, destaca-se a obrigação de compartilhar dados de busca com concorrentes e a proibição de firmar acordos exclusivos de distribuição de serviços de busca e inteligência artificial que limitem o acesso de rivais ao mercado. Por outro lado, o Google não foi compelido a vender o navegador Chrome nem impedido de remunerar parceiros para pré-instalação ou posicionamento privilegiado de suas soluções em dispositivos e plataformas.

O recurso cruzado marca o início de mais uma fase de disputa judicial sobre o alcance e a eficiência das restrições impostas ao Google. Caso seja aceito, o pedido poderá modificar o escopo das medidas, reforçando ou flexibilizando as obrigações da empresa no setor de buscas e publicidade online.

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Com o andamento do processo nos tribunais federais, ambos os lados aguardam decisão dos juízes responsáveis pelas próximas instâncias, que poderão confirmar, alterar ou revogar integralmente as determinações atuais.

Com informações de Olhardigital