Em 31 de janeiro de 2026, terminou a isenção do imposto de importação para kits CKD (completamente desmontados) e SKD (parcialmente desmontados) de veículos elétricos e híbridos montados no Brasil. A medida vigorava desde agosto de 2025 e beneficiava montadoras como a chinesa BYD.

Com o fim do benefício, as alíquotas de importação voltam a subir conforme o cronograma do governo federal. Hoje, a taxa aplicada é de 16% para kits CKD e 18% para SKD, e deve alcançar 35% em janeiro de 2027, igualando-se à cobrança sobre veículos completos importados.

Pressões de fabricantes tradicionais e falta de pedidos formam base do encerramento

O incentivo fiscal foi criado para atrair novas montadoras, dando-lhes tempo para concluir a construção de fábricas no país. No entanto, a isenção não foi renovada por dois motivos principais: a pressão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa empresas como Volkswagen, General Motors e Toyota, e a ausência de requerimentos formais das montadoras chinesas à Câmara de Comércio Exterior (Camex) para prorrogar o prazo.

A Anfavea argumenta que favorecer apenas a importação de peças desmontadas sem exigir conteúdo nacional prejudica a indústria local, podendo eliminar até 69 mil postos de trabalho e gerar um impacto negativo de R$ 103 bilhões na economia.

Em contrapartida, a BYD defende que sua entrada no mercado brasileiro traz inovação e tecnologia, e vê a reação das marcas estabelecidas como uma tentativa de evitar a perda de participação e a concorrência com preços mais competitivos.

Para o consumidor, a consequência imediata é o provável aumento no valor final dos modelos elétricos e híbridos dessas montadoras, já que o custo de produção será influenciado pela retomada das alíquotas de importação.

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Em resposta à mudança, as fabricantes chinesas afirmam que estão adaptando suas operações. A BYD planeja aumentar o uso de peças nacionais e avançar para produção integral no país em 2026. A GWM, por sua vez, já conta com fornecedores brasileiros e realiza a pintura dos veículos localmente.

Com o fim da isenção, o setor automotivo se prepara para o ajuste de preços e a reestruturação das cadeias produtivas, enquanto consumidores acompanham o impacto direto no valor dos veículos elétricos e híbridos.

Com informações de Olhardigital