UBC lança 9ª edição do levantamento “Por Elas Que Fazem A Música”

A União Brasileira de Compositores (UBC) abriu chamada para que mulheres envolvidas em todas as áreas da indústria musical participem do 9º Levantamento sobre assédio, violência e discriminação no mercado musical, intitulado “Por Elas Que Fazem A Música”. A iniciativa tem como objetivo mapear os principais desafios enfrentados pelo público feminino na criação, produção, performance e negócios do setor.

Desde sua primeira edição, o levantamento busca reunir informações para subsidiar políticas públicas, campanhas de conscientização e ações corporativas. Nesta nova rodada, a UBC reforça o convite a compositoras, intérpretes, produtoras, técnicas de som, empresárias e demais profissionais que atuam em campos relacionados à música, sejam em ambientes independentes ou em grandes gravadoras e casas de espetáculo.

O levantamento adota formato de questionário online, com perguntas que abordam situações de assédio moral, sexual, violência física e discriminação por gênero, raça ou orientação sexual. A participação é voluntária e sigilosa, garantindo ao respondente a privacidade das informações fornecidas. De acordo com a UBC, o instrumento permitirá identificar padrões de ocorrência e avaliar avanços e retrocessos desde a edição anterior.

Com base nos dados coletados, a entidade planeja produzir relatórios que apontem recomendações de boas práticas para órgãos governamentais, associações de classe, produtoras e espaços culturais. A expectativa é contribuir para um ambiente mais seguro e inclusivo, além de fortalecer a representatividade feminina em todas as etapas da cadeia musical.

As interessadas podem acessar o formulário diretamente no site da UBC. Não há custo de participação, e o prazo de resposta será informado no portal oficial da pesquisa. Os resultados devem ser divulgados após a conclusão da análise de dados, em evento aberto ao público e à imprensa especializada.

Imagem: Divulgação

A iniciativa reforça o compromisso da UBC em fomentar a equidade de gênero e combater práticas de violência e discriminação no mercado musical brasileiro.

Com informações de Mundodamusicamm