Daniel Vorcaro - Banco Master - Esfera Brasil

Daniel Vorcaro é alvo de inquérito da Polícia Federal por suspeita de usar uma rede de fundos e intermediários para comprar ações do Banco de Brasília (BRB) em abril de 2025, segundo auditoria mencionada pela PF.

Rede de aquisições pulverizadas

A apuração mostra que Vorcaro articulou compras por meio de fundos do Banco Master, de seu advogado e de um procurador municipal, optando por aquisições pulverizadas em vez de compras diretas.

O fundo Delta adquiriu papéis do BRB e os repassou ao advogado Daniel Monteiro. Para financiar a operação, Monteiro contratou empréstimo junto à empresa Cartos, também investigada pela PF.

Operações circulares sob investigação

A PF avalia se as transações envolveram desembolso real ou apenas circulação de recursos já existentes, caracterizando “operações circulares”. As movimentações foram comunicadas ao Banco Central em abril de 2025.

O calendário coincide com o anúncio da tentativa do BRB de comprar 58% do Master em março de 2025. Com as aquisições, Vorcaro alcançou cerca de 5% do capital do BRB, com potencial para chegar a 12%.

Cronologia das aquisições

O fundo Borneo vendeu parte das ações ao advogado Monteiro e outra parte ao fundo Celeno, que repassou papéis ao ex-executivo João Carlos Mansur.

Imagem: Reprodução/Esfera Brasil

Em paralelo, o fundo Asterope negociou ações com o procurador municipal Daniel de Faria Jeronimo Leite, financiado pela empresa Qista. O Asterope também tradeou papéis com o fundo Albali, ligado a Mauricio Quadrado.

Posicionamento dos envolvidos

A defesa de Vorcaro afirma que todas as compras foram registradas dentro das regras de mercado e aprovadas pelo BC. Mansur declarou não ter tido acesso aos documentos da auditoria.

O BRB informou que a auditoria encontrou “achados relevantes” e que adota medidas institucionais para proteger seus interesses.

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