Compradores de SSDs têm enfrentado casos de peças falsificadas que aparentam ser originais mas apresentam comportamento que causa perda de dados e queda drástica de desempenho. Relatos incluem sistemas que reconhecem o espaço prometido, transferência inicial de arquivos e, em seguida, travamentos, redução de velocidade para níveis comparáveis a um pendrive ou desaparecimento de arquivos após reinicializações. O problema ganhou escala em um mercado de armazenamento já afetado pela crise da indústria, que elevou preços dos SSDs.
O que está acontecendo e por que funciona
Há três modalidades principais de fraude identificadas no setor de SSDs. A adesivagem consiste em aplicar rótulos de marcas conhecidas em unidades genéricas de baixa qualidade. A adulteração de firmware é a mais grave: um chip de capacidade menor, por exemplo 120 GB, tem seu firmware modificado para informar ao sistema operacional que possui 2 TB; quando o limite real é atingido, o drive começa a sobrescrever dados, corrompendo arquivos. O terceiro caso envolve chips de rejeito desviados da linha de produção e montados em placas genéricas, que tendem a falhar rapidamente.
Como evitar golpes na hora da compra
Antes de finalizar a compra, confira a reputação do vendedor em marketplaces como Mercado Livre, Amazon ou AliExpress. Lojas recém-criadas com preços muito baixos são sinal de alerta. Fotos genéricas ou renderizações em vez de imagens reais do produto também merecem desconfiança. Verifique se a descrição técnica corresponde às especificações oficiais do modelo anunciado; discrepâncias de velocidade, por exemplo, devem ser motivo de recuo (um anúncio que informe 2.000 MB/s para um modelo que tem 7.450 MB/s é suspeito).
Prefira revendedores que emitem nota fiscal e canais oficiais de distribuição: a diferença de preço entre um vendedor “cinza” e uma loja autorizada costuma valer a garantia e a tranquilidade do consumidor. Um exemplo prático: se um SSD de 2 TB de alto desempenho costuma custar mais de R$ 1.000, ofertas por R$ 300 em vendedores sem histórico apontam risco elevado.
Ao receber o produto: checagens iniciais
Antes de abrir a embalagem, verifique a qualidade de impressão da caixa, cores, presença de lote e número de série. Compare o item com fotos de reviews confiáveis, observando qualidade do adesivo, alinhamento dos componentes na placa (PCB) e os contatos do conector. Fotografe a etiqueta da caixa e o SSD ao desembalar para ter provas em caso de disputa.
Testes no computador
Após instalar o SSD, faça inspeções rápidas com ferramentas como CrystalDiskInfo para conferir nome do modelo, firmware, status de saúde (novo deve estar em 100%) e se o campo “Total Host Writes” está zerado. Para validar a capacidade real, utilize utilitários como AS SSD Benchmark, que grava e lê dados por toda a unidade; esse teste revela se um drive menor está fingindo ter mais espaço. Note que quedas de desempenho após alguns segundos podem ser causadas por limitação do cache SLC ou por SSDs DRAM-less (comportamento de projeto, não necessariamente falsificação).
Imagem: Gemini/Canaltech
O que fazer se identificar falsificação
Se o dispositivo apresentar erros de leitura após encher o disco, travar ao copiar pastas grandes ou perder arquivos após reboot, pare de usar o drive imediatamente. Reúna evidências como prints do CrystalDiskInfo e resultados de ferramentas como ValiDrive ou H2testw. Solicite reembolso ao vendedor e registre denúncia no marketplace para alertar outros compradores.
Essas práticas reduzem o risco de cair em golpes com SSDs falsos, que têm se tornado mais comuns e atingem modelos NVMe de alta velocidade com frequência. Mesmo componentes como placas de vídeo e módulos de memória também já enfrentaram problemas semelhantes no mercado.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6