O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou durante sessão reservada realizada na quinta-feira (12) que a empresa mencionada em relatório da Polícia Federal no inquérito envolvendo o Banco Master teria ligação com o Mossad, o serviço de inteligência de Israel.
Segundo reportagem do site Poder360, que reproduziu trechos do encontro fechado, a declaração de Moraes ocorreu no mesmo dia em que a Corte decidiu retirar o ministro Dias Toffoli da relatoria do processo relacionado à instituição financeira.
O episódio começou quando o ministro Cristiano Zanin relatou aos colegas que o documento da Polícia Federal mencionava a possível contratação da empresa Black Wall Global, descrita no relatório como procurada por atividades na área de espionagem. Ao ouvir a referência, Moraes teria intervido com a observação: “Eu conheço. Isso aí é o pessoal do Mossad.”
De acordo com as informações levantadas, a Black Wall Global é apresentada no material policial como uma agência israelense-emiradense especializada em inteligência digital, cibersegurança e defesa, formada por ex-integrantes de unidades de elite. A empresa, conforme o relatório, atua em proteção de dados, investigação digital e análise estratégica.
A apuração da Polícia Federal apontou indícios de que o Banco Master teria procurado serviços tecnológicos capazes de descriptografar aparelhos celulares protegidos por senha e também acessar informações armazenadas em nuvem. O relatório, entretanto, não especifica qual tecnologia teria sido empregada nem confirma a existência de contratação formal da Black Wall Global pela instituição financeira.
No âmbito da investigação, o celular cujo sigilo foi quebrado pertence a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. As autoridades continuam a investigar a origem dos dados e os métodos utilizados para a obtenção das informações.
Imagem: SCO/STF
O episódio ganhou destaque no momento em que a relatoria do caso do Banco Master foi alterada no STF, e a troca ocorreu no mesmo dia em que a menção à empresa e a associação ao Mossad vieram à tona no encontro fechado entre os ministros.
As apurações sobre a atuação de empresas de inteligência digital, a eventual contratação de serviços de forensic e a forma como dados foram acessados seguem em curso pelas autoridades competentes.
Com informações de Conexaopolitica

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6