A Lua terá uma aproximação notável com o aglomerado estelar Plêiades (Messier 45) nos primeiros minutos desta terça-feira, 24 de fevereiro: o maior encostamento entre os dois ocorrerá às 0h04 (Brasília UTC-3), quando estarão separados por 1º10’ no céu, segundo o guia de observação In-The-Sky.org.
As Plêiades, situadas a 444 anos-luz da Terra, também chamadas de “As sete irmãs” ou M45, são um dos objetos do catálogo de Messier mais próximos e brilhantes, com magnitude registrada em catálogo em torno de 1,6. Para a ocasião, a magnitude aparente do aglomerado é citada em 1,3. A Lua terá 52% de iluminação e magnitude de -11,9; ambos os corpos estarão na constelação de Touro.
Quando e como observar
Embora a máxima aproximação ocorra às 0h04, nesse instante o par já estará abaixo do horizonte para observadores no Brasil. A configuração ficará visível a partir de segunda-feira (23), por volta das 19h14, quando estarão cerca de 36° acima do horizonte noroeste, e seguirá visível até o pôr, estimado para 22h52.
A separação de 1º10’ corresponde a pouco mais de um grau no céu; cada grau equivale a 60 minutos de arco, unidade usada para medir ângulos aparentes de objetos celestes. Apesar de não caberem no campo de visão típico de um telescópio, Lua e Plêiades poderão ser vistos a olho nu ou com binóculos.
O aglomerado e a origem do nome “Sete Irmãs”
As Plêiades aparecem como uma nuvem azulada próxima ao ombro da constelação de Touro. A olho nu, o agrupamento costuma mostrar um padrão de destaque com seis estrelas mais visíveis, embora o aglomerado contenha mais de mil estrelas no total e dezenas sejam facilmente detectáveis com instrumentos amadores.
Imagem: Davide De Martin/ESA/ESO/NASA
O apelido “As sete irmãs” remonta a observações antigas, quando era possível enxergar as sete estrelas principais sem ajuda óptica. Uma das estrelas, Pleione, tem brilho variável e, ao longo dos séculos, acabou se aproximando de Atlas no céu, fazendo com que ambos sejam percebidos como um único ponto por observadores a olho nu, o que explica a discrepância entre o nome tradicional e a aparência atual.
O par Lua–Plêiades representa uma boa oportunidade para observadores casuais acompanharem um alinhamento aparente entre um corpo natural próximo e um aglomerado estelar conhecido.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6