TRANSMISSÃO: Record

A intenção de adquirir imóvel no Brasil chegou ao maior patamar registrado pela pesquisa entre famílias com renda superior a R$ 2,5 mil, informou a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em apresentação realizada nesta segunda-feira (23).

O levantamento foi feito em 35 cidades, com 1.250 entrevistas e margem de erro de 2,8 pontos percentuais. De acordo com os dados, 50% dos domicílios nessa faixa de renda declararam ter intenção de comprar um imóvel, ante 43% antes da pandemia e um mínimo de 31% verificado em 2022.

Prazos de compra

A participação com horizonte mais curto é significativa: entre os que manifestaram intenção, 35% planejam a compra em até um ano — dos quais 8% em até seis meses e 27% no prazo de até um ano. Fábio Tadeu Araújo, diretor-sócio da Brain Inteligência Estratégica, responsável pela pesquisa, avaliou que essa parcela representa famílias que passaram do desejo à elaboração concreta de um plano de compra.

Além disso, 12% têm perspectiva de realizar a aquisição em até um ano e meio, 23% em até dois anos e 30% em prazo superior a dois anos.

Preferências de produto

A demanda se volta majoritariamente para moradia: entre os interessados, 89% buscam imóvel residencial para morar, 6% procuram residências de lazer e 9% demonstram interesse por imóveis comerciais. Quanto ao tipo de unidade desejada, 48% dos entrevistados preferem apartamentos, reforçando o peso do segmento residencial voltado à moradia principal.

Motivações

As razões para a intenção de compra estão concentradas em momentos de transição de vida: 55% dos interessados apontaram mudanças significativas como motivação. Do total, 32% declararam querer sair do aluguel, 13% planejam deixar a casa dos pais, 5% citaram mudança de localidade, 3% relacionaram a compra ao casamento e 2% mencionaram separação.

Imagem: Ap

Busca por upgrade e investimento

Um terço aproximado da demanda também se refere a melhoria de padrão: 29% dos entrevistados buscam upgrade do imóvel atual, sendo 15% em busca de mais espaço, 9% por mais benefícios (como área de lazer, garagem ou suíte) e 5% por um imóvel mais novo. Já a parcela que enxerga o imóvel como ativo financeiro soma 11%: 10% pretendem comprar para locação e 1% para revenda. Outros motivos respondem por 5% das intenções.

Segundo a leitura da pesquisa, o imóvel continua a ser visto por parte dos entrevistados como instrumento de geração de renda ou reserva de valor de longo prazo.

O levantamento da CBIC, com execução da Brain Inteligência Estratégica, indica uma recuperação e aceleração da demanda por aquisição de imóveis entre famílias de renda acima de R$ 2,5 mil.

Com informações de Infomoney