Quem: Frederico (Fred) Trajano, CEO do Magazine Luiza.

O quê: Trajano afirmou que a inteligência artificial generativa nivelou as condições no varejo e que o Magalu está iniciando um novo ciclo estratégico focado em IA, chamado por ele de “era do AI-commerce”.

Quando e onde: Em entrevista exclusiva concedida à Forbes Brasil na sede da Meta, em São Paulo. A entrevista foi transmitida pela Band.

Como: Menos de seis meses após o lançamento do “WhatsApp da Lu”, resultado de uma parceria de engenharia entre Meta e Magazine Luiza ocorrida em novembro de 2025, o sistema mostrou conversão inicial três vezes maior do que o aplicativo tradicional. A solução utiliza IA generativa para processar grandes volumes de dados, humanizar o atendimento e elevar o desempenho das ações da companhia.

Por que: Segundo Trajano, a tecnologia tem potencial disruptivo comparável às mudanças provocadas pela internet móvel. Ele ressaltou que a adoção de modelos de linguagem e agentes conversacionais transforma a interação de navegação por filtros em diálogos naturais, simplificando a jornada de compra do cliente.

Trajano lembrou que completa 10 anos como presidente do Magalu e descreveu sua trajetória em ciclos: o primeiro dedicado à digitalização da empresa, o segundo à construção do ecossistema, e o próximo — a partir de 2026 — com forte investimento em inteligência artificial. Para o executivo, o produto central do Magalu é o “cérebro da Lu”, projetado para oferecer uma experiência com calor humano dentro da jornada de compra e ser carismático nas interações.

Imagem: Divulgação

O CEO comparou a chegada da IA a uma bandeira amarela na Fórmula 1: independentemente da vantagem de cada competidor, todos precisam ajustar suas estratégias e “reiniciar seus motores” para a nova tecnologia. No varejo, isso significa substituir parte da navegação por “clicar e filtrar” por assistentes conversacionais capazes de entender solicitações do tipo “preciso de um tênis para correr uma maratona” e resolver a recomendação.

Trajano também afirmou que as lojas físicas ganham novo papel como topo de funil e espaços de experiência afetiva: mesmo quando a compra é concluída no digital, a experiência presencial influencia a conversão. Sobre o contexto brasileiro, ele destacou a liderança do país no uso do WhatsApp e defendeu a necessidade de modelos de linguagem treinados localmente para preservar a identidade cultural e fomentar players nacionais, com apoio do governo e das empresas.

Com informações de Forbes