TRANSMISSÃO: Globo

A Uber e a fabricante americana Joby Aviation confirmaram, em evento realizado em Dubai, o início das operações comerciais de táxis aéreos elétricos (eVTOLs) na cidade nos próximos meses. As empresas apresentaram o serviço como uma alternativa para reduzir o tempo de deslocamento em trajetos que sofrem com congestionamento intenso.

O serviço e a jornada integrada

A proposta anunciada prevê integração total da viagem ao aplicativo da Uber: um veículo terrestre buscará o passageiro, o levará até um vertiporto, de onde o deslocamento prosseguirá por via aérea; ao chegar ao destino, outro veículo terrestre fará o trecho final. Segundo a apresentação, o percurso que normalmente leva até 1 hora e 20 minutos de carro durante o pico em Dubai pode ser reduzido para apenas 11 minutos a bordo do eVTOL.

As empresas informaram que o preço ainda não foi divulgado, mas que, na fase inicial, deve ficar em patamar similar ao do Uber Black em trajetos comparáveis.

Veículo e experiência a bordo

A aeronave desenvolvida pela Joby Aviation tem capacidade para quatro passageiros e um piloto. O interior foi projetado para se afastar da imagem utilitária dos helicópteros tradicionais e se aproximar de um ambiente executivo: acabamento refinado, janelas panorâmicas e conforto pensado para passageiros que buscam um serviço de alto padrão.

Um dos destaques técnicos apresentados foi o nível de ruído. Por ser totalmente elétrica, a aeronave promete ser cerca de 100 vezes mais silenciosa que um helicóptero convencional durante as operações de decolagem e pouso, o que deve permitir conversas normais na cabine sem necessidade de fones com cancelamento de ruído.

Imagem: Filipe Vidon/O Globo

Durante a apresentação, Sarfraz Maredia, chefe global de mobilidade autônoma da Uber, expôs a visão de integrar a mobilidade aérea como parte da experiência cotidiana oferecida pela plataforma, buscando reduzir o ceticismo sobre a viabilidade do setor.

As ações das empresas, segundo os organizadores, posicionam a mobilidade aérea urbana como um novo ativo estratégico nas grandes cidades, com potencial para alterar modelos de deslocamento e oferecer uma opção de mobilidade de alto padrão.

Com informações de Portalin