O presidente da FIFA, Gianni Infantino, sugeriu a expulsão imediata de jogadores que tapem a boca para falar durante partidas, especialmente em casos de confronto entre atletas. A proposta foi apresentada em entrevista à Sky Sports e surge na esteira do episódio envolvendo Gianluca Prestianni, do Benfica, e Vinicius Júnior, do Real Madrid.

Segundo Infantino, a atitude de cobrir a boca gera presunção de que quem o faz tem algo a esconder e, se houver consequências racistas, a medida disciplinar mais severa seria a expulsão. O dirigente argumentou que, na ausência de justificativa para ocultar o que é dito, deve-se assumir que houve erro ou ofensa por parte do autor do gesto.

Relembre o caso

O episódio citado ocorreu em 17 de fevereiro, durante a primeira partida do playoff da Liga dos Campeões. Na ocasião, Vinicius Júnior afirmou ter sofrido insultos racistas de Gianluca Prestianni após marcar o único gol do jogo. Prestianni negou as acusações, enquanto Vinicius e outros jogadores do Real Madrid mantiveram que houve ofensa.

A UEFA abriu investigação sobre o caso e decidiu suspender provisoriamente o jogador argentino enquanto o inquérito está em andamento.

Infantino mencionou também a importância da apuração e da coleta de provas em processos disciplinares, mas defendeu que a resposta da FIFA não pode se restringir apenas a esses procedimentos no futuro. O presidente da entidade afirmou ser necessário agir com firmeza para desestimular condutas ofensivas e propôs ainda a promoção de uma mudança cultural no futebol. Ele acrescentou que pedidos de desculpas podem ser levados em conta quando as ofensas ocorrerem “no calor do momento”.

Imagem: Divulgação

A proposta de aplicar expulsões a jogadores que escondem a boca durante conversas em campo foi colocada como uma possibilidade a ser estudada dentro das medidas de combate a ofensas e discriminação no esporte.

Com informações de Gazetaesportiva