TRANSMISSÃO: ram US$ 400 bilhões pela primeira vez na história de mais de 25 anos d | r US$ 1 Trilhão apareceu primeiro em Forbes Brasil

O Google informou que os investimentos em infraestrutura ligados à inteligência artificial podem atingir cifras que, ao longo dos próximos anos, ultrapassariam a casa do trilhão de dólares. Em teleconferência de resultados realizada no mês passado, o CEO Sundar Pichai disse que a empresa deve aplicar até US$ 185 bilhões em despesas de capital (CapEx) relacionadas à IA neste ano, número superior aos US$ 90 bilhões gastos em 2025.

Em sua primeira entrevista no novo cargo de Tecnólogo-Chefe de infraestrutura de IA, Amin Vahdat afirmou à Forbes que, mantido esse patamar de investimento, os gastos acumulados ao longo de uma década poderiam ficar “bem altos”. A conta apresentada na reportagem mostra que US$ 185 bilhões por ano resultariam em US$ 1,5 trilhão ao fim de oito anos e em US$ 1,9 trilhão em um período de dez anos.

Vahdat ressaltou que essa projeção “não é uma promessa” de gastos futuros, mas destacou a dimensão do compromisso do Google com a expansão da infraestrutura. A Alphabet, controladora da empresa, registrou US$ 113 bilhões em receita no quarto trimestre e ultrapassou US$ 400 bilhões em vendas no ano — a primeira vez que alcança esse patamar em mais de 25 anos de história.

O contraste com outras empresas do setor é grande: a OpenAI, que vem investindo em níveis semelhantes, faturou cerca de US$ 13 bilhões no ano passado. A demanda por processamento acelerou o valor de mercado da Nvidia para cerca de US$ 4,5 trilhões, enquanto iniciativas como o Projeto Stargate — uma parceria entre OpenAI, SoftBank e Oracle para construir US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA nos Estados Unidos — enfrentam relatos de progresso lento.

Segundo um relatório da Goldman Sachs citado na matéria, as maiores empresas de tecnologia podem investir cerca de US$ 500 bilhões em data centers e chips apenas neste ano. Vahdat afirmou que a demanda por TPUs em nuvem tem sido “sem precedentes” e detalhou que parte dos investimentos será destinada a equipamentos e chips para data centers existentes, e parte para novas instalações.

O planejamento de novos centros exige garantias antecipadas de energia: na semana passada o Google fechou acordos com as fornecedoras AES e Xcel para abastecer seus data centers. Vahdat, veterano de 15 anos na empresa e responsável pelas TPUs, passou a supervisionar a estratégia de infraestrutura de IA em dezembro, respondendo diretamente ao CEO Sundar Pichai.

Imagem: Divulgação

As TPUs, usadas inicialmente apenas internamente, estão disponíveis na nuvem desde 2018 e foram ofertadas a clientes como a Anthropic, com negociações também em andamento com a Meta. O Morgan Stanley estimou que essas unidades poderiam gerar US$ 13 bilhões ao Google até 2027.

Preocupações sobre consumo de energia e água acompanham a expansão: em artigo coassinado por Vahdat, Jeff Dean e outros pesquisadores, a empresa afirmou que o prompt médio para o modelo Gemini usa energia equivalente a 9 segundos de televisão e cerca de cinco gotas de água, observando que isso seria “substancialmente menor do que muitas estimativas públicas”. Relatos apontam que grandes data centers podem consumir até 19 milhões de litros de água por dia.

Em resposta a críticas, concorrentes também adotaram medidas: a Anthropic anunciou no mês passado que estimará e cobrirá aumentos nos custos de eletricidade que possam afetar consumidores. Vahdat afirmou que o desafio não é apenas ampliar a escala, mas reimaginar o projeto dos data centers, prevendo que nos próximos cinco anos as novas unidades terão design mais modular e repetível para acelerar a construção em nível global.

Com informações de Forbes