Relatório da UBC revela concentração desigual dos direitos autorais no Brasil

Um levantamento divulgado pela UBC aponta que as mulheres recebem apenas 10% dos direitos autorais distribuídos no Brasil, evidenciando uma desigualdade significativa de gênero no setor musical. O relatório também registra relatos de assédio e discriminação sofridos por mulheres que atuam no mercado da música.

Segundo o documento, a participação feminina na parcela total de direitos autorais é muito inferior à masculina, indicando uma concentração de recursos e reconhecimento que favorece autores homens. Além da diferença na distribuição financeira, o relatório destaca que mulheres enfrentam barreiras de ambiente e de tratamento profissional, mencionando episódios de assédio e práticas discriminatórias.

O material apresenta esses achados como sinais de que fatores culturais e estruturais influenciam a presença e o rendimento das mulheres na cadeia produtiva musical. A análise da UBC aponta não apenas um desequilíbrio na divisão de receitas ligadas a autoria e execução, mas também condições de trabalho que tornam mais difícil a permanência e o avanço feminino na área.

De acordo com o relatório, as mulheres relatam vivências que incluem comportamento inadequado por parte de colegas e superiores, além de situações que prejudicam oportunidades de visibilidade e remuneração. Esses relatos aparecem juntamente com os números que mostram a limitada participação feminina na parcela dos direitos autorais efetivamente distribuídos.

O documento da UBC, ao reunir dados quantitativos e depoimentos, pretende dar visibilidade à disparidade e aos problemas enfrentados por mulheres na música, sinalizando a necessidade de atenção por parte de agentes do mercado, entidades representativas e políticas públicas. A conclusão do relatório chama atenção para a urgência de medidas que possam promover maior equidade no setor.

Imagem: Divulgação

Os dados compilados no relatório oferecem um panorama sobre como a desigualdade de gênero se manifesta tanto em termos econômicos quanto em práticas profissionais dentro da indústria musical brasileira.

Com informações de Mundodamusicamm