A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã fez disparar os preços do petróleo e levou bolsas a recuarem, diante do receio de que o aperto no fornecimento afete a indústria global. Em resposta, diversos governos anunciaram ações para reduzir os efeitos do choque nos mercados domésticos de energia e na economia.

Coreia do Sul

O presidente Lee Jae Myung afirmou nesta segunda-feira (9) que as autoridades vão fixar pela primeira vez em quase 30 anos um teto para os preços de combustíveis no mercado interno. Segundo ele, o país também buscará alternativas ao suprimento via Estreito de Ormuz e poderá ampliar, se necessário, um programa de estabilização de mercado no valor de 100 trilhões de wons (US$ 67 bilhões, equivalente a R$ 349,8 bilhões na cotação atual).

Japão

O governo japonês instruiu um local de armazenamento das reservas nacionais de petróleo a se preparar para uma possível liberação de petróleo bruto, informou o deputado do partido de oposição Aliança de Reforma Centrista Akira Nagatsuma à Reuters no domingo (8). Detalhes sobre o momento da liberação ainda não foram divulgados.

Vietnã

O Vietnã pretende eliminar tarifas de importação sobre combustíveis como medida para garantir o abastecimento diante de possíveis interrupções. O governo informou que a isenção deve vigorar até o fim de abril.

Indonésia

O ministério das Finanças anunciou nesta segunda-feira que a Indonésia elevará os recursos destinados a subsídios de combustíveis no orçamento. Atualmente, o plano orçamentário prevê 381,3 trilhões de rupias (US$ 22,5 bilhões; R$ 117,5 bilhões) para subsídios energéticos e para compensar a estatal Pertamina e a empresa de serviços elétricos PLN, com o objetivo de manter preços de combustíveis e tarifas de eletricidade em níveis acessíveis. Autoridades do Ministério da Energia informaram também que o país pode retomar o lançamento do programa B50, mistura composta por 50% de biodiesel à base de óleo de palma e 50% de diesel convencional.

Governos anunciam medidas para conter impacto da alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio

Imagem: Divulgação

China

Fontes disseram que a China orientou refinarias a suspender a assinatura de novos contratos de exportação de combustíveis e a tentar cancelar embarques já comprometidos. A recomendação, segundo as fontes, não afeta o abastecimento de combustível de aviação para voos internacionais, o reabastecimento de navios nem os suprimentos destinados a Hong Kong e Macau.

Bangladesh

Como medida emergencial para preservar eletricidade e combustível, Bangladesh decidiu fechar todas as universidades a partir de segunda-feira, antecipando os feriados do Eid al-Fitr. Na sexta-feira (6), o país, que importa cerca de 95% de sua energia, impôs limites diários às vendas de combustíveis.

As medidas refletem respostas variadas de governos que tentam proteger o abastecimento interno e mitigar os efeitos da alta do petróleo causada pela tensão no Oriente Médio.

Com informações de Forbes