O Ibovespa encerrou em alta nesta segunda-feira (09), com ganhos mais fortes à tarde, em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o desfecho do confronto entre EUA e Irã. O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,85%, a 180.898,23 pontos, após oscilar entre máxima de 181.952,23 e mínima de 177.636,63 no pregão.

As preocupações sobre a duração do conflito no Oriente Médio e os potenciais impactos na oferta de petróleo continuam a influenciar mercados globais. Nesta segunda, o contrato do Brent chegou a superar US$ 119 o barril, nível não visto desde meados de 2022, antes de desacelerar e fechar a US$ 98,96, com alta de 6,76%. O WTI, referência dos Estados Unidos, encerrou próximo de US$ 95, também registrando avanço em torno de 7%.

HORÁRIO: 16h33 (Brasília UTC-3)

Dólar

O dólar comercial reverteu os ganhos do início do dia e fechou em queda firme no Brasil, pressionado por vendas de exportadores e por investidores que encerraram posições compradas. Após abrir acima de R$ 5,28, a divisa à vista fechou com recuo de 1,45%, a R$ 5,1655. No ano, o dólar acumula baixa de 5,89% frente ao real.

Na abertura, a moeda respondeu ao avanço do dólar no exterior e às preocupações com a guerra entre EUA e Israel contra o Irã, superando R$ 5,28. Contudo, agentes aproveitaram as cotações mais elevadas no mercado doméstico para vender dólares, movimento similar ao observado na sexta-feira, com realização de lucros principalmente no mercado futuro por parte de investidores posicionados para alta do dólar.

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Durante a tarde, o recuo do dólar no Brasil se intensificou após declarações de Trump em entrevista à CBS, relatadas por um repórter da rede na plataforma X. O presidente afirmou que acredita que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída” e que os EUA estão “muito à frente” do prazo inicial estimado de quatro a cinco semanas. As palavras de Trump levaram o dólar a nova mínima intradia de R$ 5,1602 — queda de 1,55% — às 16h33 (Brasília UTC-3). No exterior, os comentários também enfraqueceram a moeda americana ante a maioria das outras divisas.

O movimento do mercado reflete, simultaneamente, a preocupação com os efeitos do conflito sobre os preços decommodities energéticas e a reação de agentes financeiros e exportadores às oscilações cambiais registradas ao longo do dia.

Com informações de Forbes