Transmissão: Globo

A Qantas Airways concordou em pagar 105 milhões de dólares australianos — equivalentes a aproximadamente R$ 388 milhões — para encerrar uma ação coletiva movida por passageiros cujos voos foram cancelados durante a pandemia de Covid-19.

O processo envolve clientes que tiveram viagens interrompidas entre 2020 e 2022 e alegam que a companhia não devolveu o dinheiro pago pelas passagens. Segundo os autores da ação, em vez de reembolsos em espécie, a Qantas ofereceu créditos de viagem para uso posterior, enquanto os consumidores esperavam o reembolso em dinheiro quando os voos foram cancelados.

Na visão dos advogados do grupo, a empresa teria prestado informações que deturparam os direitos do consumidor na Austrália, caracterizando possível infração. Os representantes dos passageiros afirmam ainda que a Qantas obteve vantagem financeira ao manter em caixa os valores pagos pelos consumidores por um período prolongado durante a pandemia.

Posição da companhia

A Qantas anunciou concordar com os termos do acordo, mas ressaltou que o pagamento será feito sem admissão de responsabilidade, o que indica que a empresa aceita quitar a compensação sem reconhecer oficialmente um erro.

Em comunicado aos investidores publicado em fevereiro, a aérea havia previsto um desembolso estimado em cerca de 55 milhões de dólares australianos para resolver o caso. O valor acordado agora é quase o dobro do montante inicialmente informado pela companhia.

Qantas aceitará pagar A$ 105 milhões (R$ 388 milhões) por cancelamentos durante a pandemia após acordo judicial

Imagem: Divulgação

Como parte de sua defesa, a Qantas informou que, em 2023, removeu a validade dos créditos concedidos a clientes, abrindo a possibilidade para que esses passageiros solicitassem reembolso em dinheiro. O acordo firmado entre as partes ainda necessita de homologação judicial para que seja finalizado.

O pagamento de A$ 105 milhões destina-se a compensar os passageiros incluídos na ação coletiva, encerrando o litígio caso seja ratificado pela Justiça.

Com informações de Infomoney