Pesquisadores anunciaram em 18 de março de 2026 a identificação de um spyware com potencial para infectar milhões de iPhones, levantando preocupações sobre a proteção de dados pessoais dos usuários. A ferramenta maliciosa teria sido distribuída por meio de sites ucranianos comprometidos e pode acessar informações privadas e monitorar atividades sem autorização.

Novo spyware no iPhone

Segundo pesquisadores citados pela imprensa, trata-se do malware apelidado de Darksword, detectado por equipes da Lookout, da iVerify e do Google. As empresas apontam que o Darksword foi hospedado nos mesmos servidores usados por outro spyware, o Coruna, identificado em 3 de março.

Os responsáveis pelo levantamento afirmam que a descoberta ocorre pela segunda vez no mesmo mês de ameaças direcionadas a equipamentos da Apple, o que demonstra expansão no mercado de malwares sofisticados voltados ao roubo de dados e a carteiras de criptomoedas.

Pesquisas do Google indicaram uso do Darksword em campanhas contra alvos na Arábia Saudita, Turquia, Malásia e Ucrânia. As operações na Malásia e na Turquia, segundo o Google, estão associadas à empresa de vigilância comercial PARS Defense, que não respondeu às perguntas da Reuters.

Relatórios da iVerify e da Lookout mostram que o malware foi distribuído a aparelhos com iOS entre as versões 18.4 e 18.6.2 quando os usuários acessaram os sites ucranianos comprometidos. Essas versões do sistema foram lançadas entre março e agosto do ano passado.

Não há confirmação do número exato de iPhones afetados, mas estimativas apontam que entre 220 milhões e 270 milhões de dispositivos permanecem expostos por estarem desatualizados. A Apple, segundo os relatos, publicou atualizações desde 2025 para corrigir as falhas exploradas pelo malware.

Imagem: Divulgação

Um porta-voz da Apple afirmou que as vulnerabilidades exploradas pelo Darksword afetavam software desatualizado e que as correções já foram distribuídas em atualizações recentes. As empresas de segurança reforçam a importância de manter o sistema operacional atualizado como principal medida de proteção.

Pesquisadores e empresas envolvidas continuam monitorando a atividade do spyware e a evolução das campanhas associadas.

Com informações de Olhardigital