Um eclipse solar total agendado para 12 de agosto de 2026 deve transformar o dia em noite por alguns minutos em regiões do hemisfério norte. O fenômeno ocorre quando a Lua se alinha entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz direta e projetando uma sombra sobre trechos do planeta.

O que vai acontecer e quando

O evento principal acontecerá em 12 de agosto de 2026. Durante a totalidade, observadores situados na faixa de sombra poderão ver a coroa solar a olho nu e testemunhar uma queda súbita da luminosidade, que chega a níveis semelhantes ao crepúsculo profundo.

Onde será possível ver a totalidade

A trajetória da sombra começa em pontos remotos do Ártico e segue para o sul, atravessando a Groenlândia e a Islândia antes de cruzar o Oceano Atlântico e passar pela Península Ibérica. Entre os locais citados na rota da totalidade estão:

  • Groenlândia: visibilidade em zonas litorâneas e áreas pouco habitadas do leste;
  • Islândia: Reykjavik estará entre as capitais sob a sombra total;
  • Espanha: cidades como Burgos, Zaragoza e Palma de Maiorca terão pontos privilegiados;
  • Oceano Ártico: região onde a sombra tocará primeiro a superfície terrestre.

Duração e pontos de observação

A duração da totalidade varia conforme o local de observação. Estimativas apontam aproximadamente ~2m 10s em Reykjavik (Islândia) e ~1m 48s em trechos do norte da Espanha. No Brasil, o eclipse não será visível: todas as regiões do país terão 0% de ocultação, sem alteração perceptível no dia.

Como acompanhar

Transmissões em tempo real em alta definição estão previstas por diversas instituições astronômicas e veículos especializados, permitindo que o público acompanhe o evento mesmo fora da faixa de totalidade.

Transmissão: Globo

Imagem: Divulgação

Segurança aos observadores

Observar o Sol sem proteção adequada é perigoso. Óculos comuns, negativos ou vidros escurecidos não são seguros. A observação direta só é indicada com filtros certificados pelo padrão internacional ISO 12312-2 ou com filtros de soldador de tonalidade número 14 ou superior. Durante os minutos exatos de totalidade absoluta é possível olhar sem proteção, mas é essencial retomar a proteção ao primeiro sinal de retorno da luz solar.

Efeitos sobre animais

A redução abrupta da luminosidade e da temperatura durante a totalidade costuma alterar o comportamento da fauna: aves podem retornar aos ninhos e animais noturnos demonstrar atividade típica do anoitecer. Esse comportamento é observado por pesquisadores interessados na sensibilidade dos ciclos circadianos à luz natural.

O fenômeno de 12 de agosto de 2026 promete ser um dos eventos astronômicos mais visíveis desta década, atraindo observadores e exigindo planejamento de viagem para quem deseja presenciar a totalidade.

Com informações de Olhardigital