Romeu, um peixe‑boi-marinho (Trichechus manatus) resgatado ainda filhote na década de 1950, foi oficialmente reconhecido como o indivíduo da espécie com maior idade em cativeiro. O título foi confirmado pelo Guinness World Records em 2026, quando Romeu alcançou 71 anos.

TRANSMISSÃO: Record

Trajetória

Romeu foi encontrado órfão em 1957 na costa da Flórida e levado para reabilitação. Ao longo da vida, permaneceu sob cuidados humanos constantes em um parque marinho no estado, o que contribuiu para sua longevidade. Em 2023, o animal foi transferido para o ZooTampa para receber atenção geriátrica mais intensiva.

Como atingiu a longevidade

Especialistas apontam que a combinação de ausência de predadores, alimentação balanceada e acompanhamento veterinário contínuo foram determinantes para que Romeu ultrapassasse a expectativa de vida típica da espécie. Em cativeiro, ele não enfrenta os riscos comuns no ambiente natural, como colisões com embarcações, poluição ou variações severas de temperatura.

Os cuidadores mantêm uma rotina de monitoramento médico, controle térmico da água e dieta composta por vegetais frescos e suplementos específicos, além de práticas para reduzir estresse e preservar o tônus muscular do animal.

Contribuição científica

Os registros acumulados durante as sete décadas de vida de Romeu fornecem dados valiosos sobre o envelhecimento em sirênios. Pesquisadores têm usado essas informações para aprimorar técnicas de estimativa de idade em outros indivíduos, interpretar sinais clínicos de senescência e orientar protocolos de reabilitação e manejo para manatis idosos.

Observações do comportamento social e dos padrões de descanso de Romeu também ajudam a definir necessidades de bem-estar para animais mais velhos em santuários e parques.

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Desafios do manejo

Cuidar de um peixe‑boi de grande porte em idade avançada exige equipamentos e procedimentos específicos, especialmente quando a mobilidade diminui. Ajustes na alimentação para facilitar a digestão, cuidados com a integridade da pele e programas de estímulo mental adaptados para evitar sobrecarga física fazem parte da rotina dos profissionais responsáveis.

Implicações para conservação

O caso de Romeu reforça a importância de proteger habitats naturais e reduzir ameaças humanas para permitir que mais indivíduos alcancem maturidade. Medidas como limites de velocidade para embarcações em áreas de ocorrência de manatis e educação ambiental são apontadas como essenciais para diminuir mortes prematuras.

Romeu, que também é pai de nove filhotes, tornou‑se um símbolo de conservação e do potencial de cuidados especializados para prolongar a vida de espécies marinhas vulneráveis.

Com informações de Olhardigital