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A Microsoft apresentou avanços no desenvolvimento do chip Majorana 1, que opera em temperaturas extremamente baixas para manter a estabilidade dos qubits e realizar cálculos complexos em frações de segundo, tarefa que levaria milênios em computadores clássicos. Segundo divulgação da empresa e declaração de David Carmona, esses sistemas alcançam níveis de resfriamento próximos ao zero absoluto, inferiores às temperaturas do vácuo do universo, para reduzir erros e preservar a coerência quântica.

Como funciona o resfriamento extremo

O funcionamento do hardware quântico depende de ambientes que eliminem interferências térmicas e ruídos externos. A Microsoft informou que os criostatos usados no Majorana 1 mantêm os processadores em temperaturas abaixo de 1 Kelvin, condição necessária para evitar a decoerência — processo que faz com que a informação quântica se perca rapidamente.

O que traz o chip Majorana 1

O Majorana 1 incorpora novos materiais e uma arquitetura destinada a reduzir drasticamente as taxas de erro em operações quânticas. A tecnologia busca criar qubits topológicos, que oferecem maior proteção contra falhas em comparação às abordagens convencionais. Segundo a empresa, essa estabilidade é um passo importante para transformar pesquisas de laboratório em ferramentas industriais confiáveis.

Benefícios apontados

A empresa aponta que a nova geração de processadores quânticos permitirá simulações e cálculos atualmente impraticáveis, com aplicações previstas em setores como farmacêutico e energético. Entre as possibilidades listadas estão a modelagem rápida de reações químicas complexas, otimização logística e de tráfego, desenvolvimento de materiais com propriedades avançadas e aumento da segurança em criptografia digital.

Imagem: Divulgação

Comparação com sistemas tradicionais

Em comparação com arquiteturas convencionais, o relatório da Microsoft destaca diferenças essenciais: enquanto máquinas clássicas são sensíveis ao ruído térmico e operam em lógica binária, o Majorana 1 exige resfriamento próximo ao zero absoluto e explora sobreposição e entrelaçamento quântico, além de aproveitar proteção topológica para maior estabilidade.

A expectativa da empresa é integrar hardware quântico e serviços em nuvem nos próximos anos, permitindo que desenvolvedores e corporações explorem algoritmos projetados para essas novas arquiteturas e acelerem aplicações em diferentes indústrias.

Com informações de Olhardigital