O governo dos Estados Unidos voltou a apontar críticas ao Pix, descrevendo as transferências instantâneas como “prejudiciais” a empresas americanas de pagamentos eletrônicos. A avaliação consta de um relatório divulgado pela Casa Branca na quarta-feira (1º).
O documento foi preparado pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA e também expõe outras preocupações da administração de Donald Trump sobre medidas em discussão no Brasil, entre elas o projeto de lei que trata da regulação econômica das grandes empresas de tecnologia.
Fornecedores americanos em desvantagem
No relatório anual sobre comércio, o governo afirma que representantes de companhias dos EUA têm manifestado apreensão em relação ao Pix, alegando que a tecnologia estaria deixando empresas como Visa e Mastercard em desvantagem.
- O texto afirma que “o Banco Central do Brasil criou, é proprietário, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos”;
- O relatório registra o receio das gigantes de pagamentos digitais com um possível favorecimento do Banco Central ao sistema, o que poderia afetar seus negócios;
- Em 2025, o governo Trump anunciou a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil por supostas “práticas desleais”, episódio vinculado na época ao chamado “tarifaço”;
- A declaração daquele momento não mencionou o Pix diretamente, mas citou o favorecimento a serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo próprio governo brasileiro.
Além das críticas ao Pix, o relatório aborda o projeto de lei que visa regular plataformas digitais e avalia que a proposta, ainda sem avanço no Congresso, pode representar riscos à concorrência ao prever multas de até 20% do faturamento global das big techs.
Outros pontos destacados como problemáticos incluem taxas aplicadas a empresas estrangeiras que operam satélites, a chamada taxa de uso de rede e alterações na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O relatório também cita questões relacionadas à legislação trabalhista brasileira e à mineração ilegal de ouro.
Imagem: Divulgação
O documento reafirma a visão da administração norte-americana sobre os impactos potenciais dessas medidas para empresas dos EUA, sem, porém, introduzir medidas concretas além das observações e do histórico de investigações já mencionadas.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6