Um levantamento da mLabs, plataforma brasileira de gestão de redes sociais, indica que o Instagram passará por uma das maiores mudanças de sua história em 2026. O relatório antecipa que, nos próximos dois anos, a combinação entre automação por inteligência artificial e demanda por conteúdo genuíno deve alterar profundamente a forma como usuários, marcas e criadores interagem na rede.
Automação domina o tráfego pago
A Meta planeja deixar a criação e a veiculação de anúncios totalmente automatizadas até o final de 2026. A proposta é facilitar a entrada de pequenas e médias empresas na publicidade. Nesse cenário, profissionais de marketing deixam tarefas operacionais e assumem o papel de supervisores estratégicos, fornecendo briefings, orientações de marca e correções criativas à IA.
First-party data vira prioridade após fim dos cookies
Com o desaparecimento dos cookies de terceiros e regras de privacidade mais rígidas, os dados coletados diretamente dos consumidores — os chamados first-party data — ganham status de combustível principal para campanhas. Além de adequar as marcas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), essas informações alimentarão sistemas de segmentação e personalização em larga escala.
Busca por autenticidade reacende
O excesso de publicações geradas por inteligência artificial amplia o desejo do público por histórias reais, mesmo com imperfeições. A mLabs chama esse movimento de “unshittification”, onde conteúdos simples, espontâneos e menos polidos tendem a garantir maior engajamento e diferenciação competitiva.
Vídeo segue soberano, mas com micro-narrativas
Os Reels permanecem no centro do algoritmo e agora podem durar até 90 segundos, favorecendo micro-storytelling. A rede também promete reduzir o alcance de materiais republicados para incentivar publicações originais, medida que deve afetar páginas focadas em reposts ou compilações de memes.
Carrossel expandido amplia possibilidades
O formato carrossel passa a permitir até 20 imagens ou vídeos, abrindo espaço para tutoriais detalhados, vitrines de produtos e séries narrativas. Para a mLabs, essa atualização busca equilibrar a disputa com o TikTok, onde sequências de fotos já são populares entre os usuários mais jovens.
SEO social se consolida
Com o Instagram fortalecendo sua função de busca interna, marcas e criadores precisarão otimizar nome, biografia, legendas e hashtags com palavras-chave estratégicas. O foco deixa de ser o alcance massivo e migra para a descoberta qualificada, beneficiando perfis reconhecidos como autoridade em nichos específicos.
Imagem: Divulgação
Social commerce aposta no checkout interno
Mesmo após o fim do Live Shopping, o comércio social continua crescendo. A Meta prioriza anúncios shoppable e finalização de compra dentro da própria plataforma, alternativa considerada mais escalável e alinhada ao avanço da automação. A recomendação é diversificar formatos e produzir conteúdo voltado à conversão.
Influência orientada a performance
Campanhas com criadores de conteúdo passam a adotar métricas claras de resultado, como links rastreáveis e programas de afiliados. Micro e nano-influenciadores ganham destaque por apresentarem taxas de engajamento mais altas e construírem confiança junto ao público.
Para Rafael Kiso, CMO e fundador da mLabs, o êxito na próxima fase do Instagram dependerá da sintonia entre tecnologia e humanização: a automação será responsável pela performance, enquanto criadores atuarão como agentes de confiança ao longo de toda a jornada de compra.
Com informações de N4news

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6