Executivos de grandes empresas apontam a escuta ativa como habilidade determinante para decisões estratégicas, inovação e crescimento. Em entrevistas à série “Leaders Playbook”, veiculada pelo CNBC Make It, líderes como Marvin Ellison, Neal Mohan e Barry Diller detalharam como diferentes formas de ouvir influenciaram suas trajetórias e resultados nas organizações.

Ouvir a equipe para compreender a operação

Marvin Ellison, antes de assumir a liderança da Lowe’s, passou cerca de um mês visitando lojas da rede e trabalhando lado a lado com colaboradores. Ele participou de atividades que iam do atendimento ao cliente à organização de mercadorias para observar o funcionamento cotidiano da operação. Segundo o executivo, esse contato direto permitiu identificar problemas que não surgiam nos relatórios formais e continua até hoje a manter conversas presenciais com equipes, reduzindo barreiras hierárquicas e obtendo uma visão mais direta da realidade do negócio.

Escutar com abertura para melhorar ideias

No campo da inovação, Barry Diller destacou a importância de sessões de brainstorming intensas e permeadas por debate. Para Diller, líderes precisam estar dispostos a escutar opiniões divergentes sem descartá-las imediatamente, o que exige abertura para reconsiderar pontos de vista. Confrontar perspectivas distintas com a própria experiência permite aos gestores lapidar decisões, resultando em alternativas mais consistentes do que confiar apenas na intuição individual.

Ouvir o público para antecipar tendências

Neal Mohan, do YouTube, reforçou a prática de buscar constantemente o retorno de criadores de conteúdo desde que entrou na empresa. Essas conversas expõem detalhes que muitas vezes passam despercebidos internamente e mostram que pequenas mudanças sugeridas por usuários podem gerar melhorias significativas na plataforma. Além disso, o diálogo com o público viabiliza testar ideias em estágio inicial, reduzindo riscos e aumentando a probabilidade de sucesso de novos recursos.

Imagem: Freepik

Especialistas citados nas entrevistas afirmam que a combinação de atenção, frequência e propósito ao ouvir se transformou em vantagem competitiva para líderes, pois não só captura informações como também constrói confiança, fortalece relações e embasa decisões em experiências reais.

Com informações de Fastcompanybrasil