As Diretrizes Alimentares para Americanos 2025-2030, divulgadas ao final de 2025, reposicionam a carne e outras fontes proteicas de alta qualidade como componentes centrais da alimentação diária, segundo análise publicada na Forbes Brasil.

O que mudou

O documento do governo dos Estados Unidos substitui representações tradicionais como o prato e a pirâmide por um modelo invertido que destaca proteínas, laticínios e gorduras saudáveis. De acordo com as novas recomendações, o consumo diário de proteína para adultos deve ficar entre 1,2 e 1,6 grama por quilograma de peso corporal — aumento de 50% a 100% em relação às orientações anteriores.

Quem diz e por quê

A alteração foi registrada nas diretrizes oficiais para o período de 2025 a 2030 e reflete, segundo a autora do texto na Forbes Brasil, uma atualização da ciência nutricional que reconhece a importância das proteínas na manutenção da saúde, da força muscular e da vitalidade. A publicação também ressalta que a mudança busca corrigir déficits proteicos e valorizar alimentos densos em nutrientes.

Fontes e ênfases nutricionais

As recomendações priorizam fontes animais como ovos, aves, frutos do mar e carne vermelha, além de enfatizar a qualidade da matriz nutricional da carne, que fornece vitaminas e minerais em forma altamente biodisponível. O foco não é apenas aumentar a quantidade de proteína, mas garantir que ela provenha de alimentos integrais e naturais.

Alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados

As diretrizes adotam uma postura clara contra alimentos ultraprocessados e produtos ricos em açúcares adicionados e aditivos químicos. Em vez de restringir gorduras naturais ou proteínas animais, o documento aponta como prioridade reduzir o consumo de produtos industrializados e carboidratos refinados.

Retorno a padrões alimentares menos processados

A reportagem relembra a mudança de paradigma proposta pelo texto oficial: trocar alimentos altamente processados por opções reconhecíveis pela tradição alimentar, como carne, frango e peixe de qualidade. Segundo a autora, as novas diretrizes mostram que consumir carnes em refeições regulares pode estar alinhado com as evidências científicas atuais voltadas à prevenção e à saúde.

Imagem: Rawpixel/Getty ImagesPrato com porção generosa de proteína animal

O texto que analisou as diretrizes foi assinado por Amália Sechis, bacharel em direito pela Fundação Armando Álvares Penteado, empresária e criadora da marca BeefPassion, produtora de carne bovina brasileira certificada pela Rainforest Alliance em 2015.

A divulgação das Diretrizes Alimentares para Americanos 2025-2030 representa uma mudança significativa na orientação oficial dos Estados Unidos sobre proteína e alimentação, com ênfase em alimentos integrais e advertência contra ultraprocessados.

Com informações de Forbes