Carlinhos Brown compara ritmos contemporâneos a práticas ancestrais e cita Anitta

O músico e protagonista da série documental Carlinhos Brown em Meia Lua Inteira afirmou, em entrevista ao POPline, que a percussão continua sendo pilar da identidade musical brasileira e que artistas atuais carregam elementos ancestrais mesmo em produções globais. A produção estreia em 14 de abril na HBO Max e tem transmissão pela Band e pela HBO Max.

TRANSMISSÃO: Band | HBO Max

Brown destacou o papel do percussionista não apenas como acompanhante, mas como guardião cultural que mantém viva a ancestralidade nas bandas e nas batidas. Segundo ele, essa base rítmica é o que permite ao país construir um som próprio e apresentar ao mundo uma mistura de referências africanas com outras formações rítmicas.

Ao comentar o cenário pop contemporâneo, Brown citou a cantora Anitta como exemplo de quem incorpora essa herança em linguagem moderna. Ele descreveu o fenômeno como uma espécie de “candomblé moderno” ou um “terreiro eletrônico”, expressão usada para explicar como a rítmica se manifesta em artistas populares de hoje.

Na entrevista, Brown também ressaltou que a percussão tem função integradora nas práticas religiosas e comunitárias, apontando que o ritmo supera divisões e une diferentes tradições. Para ele, o som — presente nas igrejas e em celebrações — desempenha papel simbólico intenso e tem poder agregador.

A série documental, composta por quatro episódios de 60 minutos, será exibida com um novo capítulo toda terça-feira, às 21h, tanto no canal quanto na plataforma. Produzida pela Giros Filmes, com coprodução da Candyall Music, a obra percorre a trajetória de Brown, seu trabalho social e sua ligação com as raízes afro-brasileiras do Candeal, em Salvador.

Imagem: Divulgação

O documentário reúne depoimentos de nomes consagrados da música e da cultura brasileiras, entre eles Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Arnaldo Antunes, Bell Marques, Luiz Caldas, Lan Lanh, Márcio Victor, Sarajane, Marieta Severo e Deborah Colker, que ajudam a traçar um retrato da vida e da obra do artista.

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A produção busca mostrar como a trajetória de Brown contribuiu para tornar visível a cultura da Bahia no cenário internacional e para transformar a comunidade onde ele cresceu.

Com informações de Portalpopline