Os aluguéis residenciais registraram novo aumento em março de 2026, com o Índice FipeZAP de Locação avançando 0,84% no mês, segundo levantamento divulgado pela instituição. O resultado manteve a tendência de valorização observada no início do ano, embora em ritmo ligeiramente inferior ao verificado em fevereiro, quando o índice subiu 0,94%.

Em comparação, os preços de venda dos imóveis subiram 0,48% em março, enquanto o IPCA — a inflação oficial ao consumidor — teve alta de 0,88% no mesmo período. Esses números indicam que o mercado de locação segue aquecido e com variação próxima à inflação, conforme apontado pelo estudo.

Alta disseminada

O aumento do aluguel foi amplo: 30 das 36 cidades acompanhadas pelo FipeZAP registraram altas em março, entre elas 17 capitais. Entre as maiores variações mensais estiveram Aracaju (6,53%), Campo Grande (4,64%) e Manaus (3,60%), apontando pressão por reajustes também fora dos grandes centros. Cidades tradicionais como São Paulo e Rio de Janeiro, por sua vez, tiveram altas mais moderadas, de 0,56% e 1,59%, respectivamente.

Imóveis menores puxam valorização

A valorização dos aluguéis tem sido mais intensa entre unidades compactas. Imóveis de um dormitório registraram aumento médio de 1,10% em março, enquanto unidades com quatro ou mais dormitórios subiram 0,65%, segundo o FipeZAP.

Acima da inflação no trimestre

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Índice FipeZAP de Locação chegou a 2,45%, superando o IPCA no período, que foi de 1,92%, e o IGP-M, que avançou 0,19%. Capitais como Manaus, Campo Grande e Aracaju lideraram as valorizações no trimestre, com altas de 10,12%, 9,12% e 7,06%, respectivamente.

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Valorização em 12 meses e rentabilidade

Em doze meses, o preço dos aluguéis acumula alta de 8,63%, mais que o dobro da inflação anual de 4,14%. O preço médio do aluguel no país foi estimado em R$ 52,34 por metro quadrado em março, com São Paulo registrando o maior valor entre as capitais, a R$ 63,63/m², seguida por Belém e Recife. A rentabilidade média anual do aluguel (rental yield) foi estimada em 6,05%, nível inferior ao retorno de aplicações financeiras no atual cenário de juros elevados, segundo o levantamento.

O FipeZAP atribui parte da pressão sobre os preços da locação a fatores macroeconômicos, como o custo mais alto do crédito imobiliário, que favorece a migração de potenciais compradores para o mercado de aluguel e sustenta a demanda ao longo do ano.

Com informações de Infomoney