A Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BdeC) estimou, em informe semanal divulgado nesta quinta-feira, que a safra argentina de milho 2025/26 deve alcançar 61 milhões de toneladas, aumento de 4 milhões de toneladas em relação à projeção anterior.

Segundo a BdeC, a elevação da previsão decorre de um ajuste positivo na área plantada. Após percorrer o centro da área agrícola nacional e reanalisar a superfície semeada com validação por imagens de satélite, a entidade reajustou a área estimada para 8,1 milhões de hectares, ou seja, 300 mil hectares a mais do que a estimativa anterior.

O relatório informa também que os produtores já colhem parte da safra: 24,7% da área plantada com milho foi colhida até o momento. A projeção de 61 milhões de toneladas superaria o recorde anterior de produção do cereal, registrado em 55,5 milhões de toneladas no ciclo 2018/19, conforme dados da própria bolsa.

Além do milho, a BdeC trouxe dados sobre a soja 2025/26. As chuvas registradas nas últimas 48 horas dificultaram o acesso aos lotes destinados à oleaginosa, afetando o avanço da colheita recém-iniciada. Até agora, a retirada está completa em 6,2% da área dedicada ao grão.

A Bolsa de Cereales destacou ainda o papel da Argentina nos mercados internacionais: o país é o terceiro maior exportador mundial de milho e o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja. Para a soja no ciclo 2025/26, a BdeC estimou a produção argentina em 48,5 milhões de toneladas.

Imagem: REUTERS/Gleb Garanich

O informe semanal da BdeC reúne as observações de campo e análises por imagens de satélite que embasaram os ajustes nas estimativas de área e produção para os principais cultivos do país.

Com informações de Forbes