O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao país após compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal e lançou uma nova tática para tentar recuperar índices de aprovação. A estratégia de pré-campanha do chefe do Executivo se organiza em três eixos: resgatar a confiança do eleitor quanto ao endividamento e aprovar o fim da jornada 6×1 com efeito imediato, posicionar-se em contraponto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e iniciar ações para desgastar a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como principal adversário na disputa pelo Planalto.
Segundo a agenda divulgada pela equipe do governo, o retorno marca alteração de rumo em relação ao plano adotado no ano anterior. Em 2025, Lula consolidou-se politicamente após a derrubada do chamado tarifaço imposto pelos EUA e ao reforçar o discurso de que a soberania nacional é inegociável. Para 2026, a postura adotada deverá ser oposta: o presidente pretende se colocar como antagonista de Trump e manter distância do líder norte-americano, devido à alta rejeição enfrentada por ele nos eleitores brasileiros.
O próprio presidente já começou a executar essa linha. Em declarações públicas, criticou as ações de Trump na guerra contra o Irã e, em tom de ironia, disse que o presidente norte-americano deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz. No que diz respeito a Flávio Bolsonaro, a estratégia do PT é associar o senador e pré-candidato à Presidência a uma postura de alinhamento e submissão aos objetivos de Trump, numa tentativa de minar sua reputação junto ao eleitorado que desaprova o político norte-americano.
No plano doméstico, Lula terá três desafios relevantes no Congresso Nacional. O primeiro é aprovar o fim da jornada 6×1 com aplicação imediata para os trabalhadores. A oposição, de acordo com interlocutores políticos, tende a apoiar a medida, porém buscará impor um prazo de transição maior para a implementação das novas regras, o que impediria ganhos eleitorais diretos ao presidente no ano de votação.
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O segundo desafio é a sabatina, marcada para 29 de abril no Senado, do indicado ao cargo de Advogado‑Geral da União, Jorge Messias. Por fim, o governo tentará, por meio de lideranças da base, evitar que o veto relacionado ao PL da Dosimetria seja derrubado pelo Congresso.
Com informações de Jovempan

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6