Quem: Cole Tomas Allen, 31 anos, identificado por autoridades como morador de Torrance, Califórnia, está sob custódia acusado de envolvimento no ataque a tiros ocorrido durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

O que aconteceu: Allen é acusado de transpor uma barreira de segurança nas imediações do evento realizado no Washington Hilton e de abrir fogo. Segundo as autoridades, ele foi detido após atravessar correndo um ponto de checagem e trocar tiros com agentes federais dentro do hotel. Os investigadores informaram que o suspeito carregava facas, uma espingarda e uma pistola.

Quando e onde: O incidente ocorreu na noite de sábado (25), durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no Washington Hilton, em Washington, D.C. A prisão relacionada ao lar do suspeito em Torrance ocorreu pouco antes da meia-noite de sábado, quando uma equipe tática do FBI cercou a residência.

Como: Autoridades relataram que Allen viajou de trem da Califórnia para Washington, com passagem por Chicago, e se hospedou no Hilton um ou dois dias antes do jantar. Textos atribuídos a ele — compartilhados com o The New York Times por dois altos funcionários de segurança que falaram sob condição de anonimato — indicam que ele deu explicações diferentes a pessoas próximas antes de desaparecer: disse a colegas que tinha uma emergência pessoal e aos pais que participaria de uma entrevista de emprego.

Por que (motivações): Nos escritos, Allen demonstra remorso por ter enganado amigos e familiares, agradece por apoio recebido e manifesta indignação com políticas da Casa Branca. Em trechos, faz referência a acusações de conduta sexual imprópria e afirma não estar “mais disposto” a permitir que um “traidor manche minhas mãos com seus crimes”, menção que parece aludir ao presidente Donald Trump, embora o nome não seja citado. O documento também menciona autoridades do governo “alvo, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”, e cita nominalmente “sr. Patel”, aparentemente em referência a Kash Patel.

Acusações e procedimentos: Inicialmente, Allen deve responder a duas acusações de uso de arma de fogo e a uma de agressão a agente federal com uso de arma perigosa, segundo Jeanine Pirro, procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia. A primeira audiência está marcada para segunda-feira, em um tribunal federal; novas acusações não estão descartadas. O procurador-geral interino Todd Blanche afirmou que, com base nas evidências iniciais, Allen aparenta ter agido sozinho.

Perfil e antecedentes: Nascido no condado de Los Angeles, Allen é o filho mais velho de quatro irmãos. Registros mostram que em 2013 entrou no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), onde estudou engenharia mecânica e concluiu a graduação com média 3,0 (GPA). Trabalhou como engenheiro mecânico, desenvolvedor independente de videogames e tutor particular. Em 2022 iniciou mestrado em ciência da computação na California State University, Dominguez Hills, instituição que informou ter registro de conclusão do curso em 2025.

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Imagem: Divulgação

Allen estava registrado como eleitor “sem preferência partidária” na Califórnia. O único registro público de doação política aponta US$ 25 para a campanha de Kamala Harris ao fim de 2024. Registros também indicam compra de uma pistola em outubro de 2023 e de uma espingarda em agosto de 2025.

Vizinhos, ex-colegas e alunos que o conheciam descreveram Allen como uma pessoa tranquila. A empresa C2 Education, onde atuava como tutor, informou que está cooperando com as investigações e declarou que “a violência nunca é a resposta”. Familiares próximos não comentaram e não foi confirmado se Allen já possui advogado constituído.

O caso segue sob investigação, com a possibilidade de novas informações e acusações à medida que as apurações avançarem.

Com informações de Infomoney