Os preços do petróleo avançaram aproximadamente 3% na segunda-feira (27), alcançando o nível mais alto em duas semanas após a interrupção das conversas de paz entre os Estados Unidos e o Irã e a limitação do tráfego no Estreito de Ormuz, fatores que restringiram o suprimento global de petróleo.
Os contratos futuros do Brent subiram US$ 2,90, ou 2,8%, fechando a US$ 108,23 por barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA teve acréscimo de US$ 1,97, ou 2,1%, e encerrou a US$ 96,37 por barril.
Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho, afirmou que o prêmio do Brent em relação ao WTI — acima de dois dígitos — tende a atrair compras para o Golfo do México dos EUA e pode impulsionar as exportações americanas a um novo recorde histórico.
O presidente dos EUA, Donald Trump, discutiu com seus principais assessores de segurança nacional uma nova proposta iraniana para encerrar o conflito com Teerã, que segue em impasse e contribui para a redução do fornecimento de energia proveniente da região.
Segundo o analista da PVM Oil Associates, Tamas Varga, o bloqueio nas negociações significa que entre 10 e 13 milhões de barris por dia deixam de chegar ao mercado internacional, agravando um mercado já apertado e pressionando os preços para cima.
Relatórios de tráfego indicam que, nas últimas 24 horas, ao menos sete navios — em sua maioria cargueiros secos — cruzaram o Estreito de Ormuz, mantendo o movimento reduzido observado nos dias anteriores. Antes do início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, a média era de cerca de 140 passagens diárias, quando aproximadamente 20% dos suprimentos globais de petróleo transitavam pelo estreito.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa pelo quarto pregão consecutivo, pressionado por ações de construtoras diante de temores sobre o impacto de um eventual uso de recursos do FGTS por trabalhadores para quitar dívidas. As ações do Assaí estiveram entre as maiores altas antes da divulgação de seu balanço.
O índice recuou 0,61%, para 189.578,79 pontos, mínima do dia, após ter atingido máxima de 191.339,93 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 20,64 bilhões, abaixo da média mensal de R$ 39,5 bilhões.
A bolsa paulista tem registrado saída líquida de recursos estrangeiros nos últimos pregões. Em abril, o saldo permanece positivo em R$ 10,1 bilhões até o dia 23, mas havia entrada líquida de R$ 14,6 bilhões até o dia 15, responsável pelos recordes recentes do índice que se aproximou de 200 mil pontos em meados do mês.
Imagem: REUTERS/Foto de arquivo
Para a equipe da XP Investimentos, a combinação de um cenário macro mais forte nos EUA e um rali de alívio nas bolsas globais, impulsionado pelo arrefecimento das tensões no Oriente Médio, tende a reduzir a intensidade dos fluxos estrangeiros.
Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,12%, com a temporada de balanços corporativos em destaque.
Nesta semana ocorre a reunião do Copom, que decidirá sobre a Selic atualmente em 14,75% ao ano. A pesquisa Focus divulgada hoje apontou piora nas projeções de inflação para 2026, sem alterar a estimativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica na quarta-feira. O Federal Reserve anunciará sua decisão no dia 29, quando a expectativa é de manutenção da taxa referencial entre 3,50% e 3,75% ao ano, com preços de energia novamente na pauta de preocupação.
Dólar
O dólar à vista encerrou a segunda-feira em queda no Brasil, registrando baixa de 0,34%, cotado a R$ 4,9827, na esteira da fraqueza da moeda americana frente a diversas divisas e da alta do petróleo no exterior.
O início da semana foi marcado por perdas do dólar ante várias moedas, também influenciado pela falta de avanço nas negociações entre EUA e Irã e pela manutenção do bloqueio do transporte pelo Estreito de Ormuz. O índice do dólar, que mede a moeda americana contra uma cesta de seis divisas, caiu 0,15%, a 98,495.
Contudo, as perdas foram limitadas no mercado doméstico, com agentes adotando postura cautelosa antes da agenda econômica da semana, que inclui a decisão do Federal Reserve. A expectativa majoritária é de manutenção dos juros americanos entre 3,50% e 3,75% ao ano. Também devem divulgar decisões de taxa nesta semana o Banco Central Europeu, o Banco do Japão e o Banco da Inglaterra, com prognóstico de manutenção dos níveis atuais.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6