O avanço da inteligência artificial e a diminuição de vagas para início de carreira têm tornado o mercado mais competitivo para recém-formados. Em entrevista à CNBC Make It, o presidente e CEO da Coursera, Greg Hart, afirmou que jovens que entram no mercado precisam buscar formação complementar para lidar com a pressão gerada pela tecnologia.

A principal dica do CEO da Coursera

Para Hart, o diploma universitário deixou de ser suficiente como vantagem competitiva. A recomendação central do executivo é que os recém-formados invistam em microcredenciais — cursos rápidos e específicos que comprovam domínio em competências demandadas pelas empresas.

Essas certificações exigem menos tempo e investimento do que uma nova graduação e possibilitam atualização constante, característica valorizada em setores afetados por novas tecnologias. Segundo o CEO, esse tipo de formação demonstra iniciativa e disposição para aprender além do ambiente acadêmico.

Cursos curtos ganham força

As microcertificações têm atraído atenção por focarem habilidades práticas. Entre os temas mais procurados estão inteligência artificial, análise de dados, programação, marketing digital, gestão de projetos e finanças aplicadas à tecnologia. Para quem já concluiu ou está finalizando a faculdade, a estratégia pode preencher lacunas técnicas exigidas pelas vagas atuais e tornar o currículo mais alinhado ao mercado.

O avanço da IA em áreas administrativas, operacionais e de atendimento mudou o perfil das contratações: funções que costumavam ser ocupadas por profissionais em início de carreira foram automatizadas ou reduzidas em várias empresas, aumentando a concorrência por postos considerados tradicionais de primeiro emprego.

IA também exige novas habilidades

Além da perda ou redução de algumas vagas, a tecnologia gerou novas funções ligadas ao uso e à supervisão de ferramentas digitais. Especialistas citados pelo executivo defendem que profissionais aprendam a atuar ao lado da inteligência artificial, em vez de encará-la apenas como uma ameaça.

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Além das competências técnicas, Hart ressaltou que candidatos em início de carreira frequentemente são avaliados por características pessoais, já que ainda não têm extenso histórico profissional. Postura proativa, disposição para aprender, responsabilidade e capacidade de tomar iniciativa são qualidades observadas por empregadores nesses processos seletivos.

Diplomas continuam relevantes, mas combinar ensino superior, cursos rápidos e o desenvolvimento de habilidades comportamentais pode ampliar as chances de contratação para quem busca o primeiro emprego.

Com informações de Fastcompanybrasil