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A Copa do Mundo da FIFA de 2026 está reposicionando o mercado publicitário de bebidas como uma oportunidade global de longo prazo, estimada em US$ 10,5 bilhões durante o trimestre do torneio, segundo previsão da WARC Media. O evento, que terá 48 seleções e 104 partidas sediadas nos Estados Unidos, Canadá e México, oferece às marcas um mês inteiro de exposição e conexões com torcedores em múltiplos mercados.
Enquanto o Super Bowl ainda concentra grande atenção em uma só noite — com comerciais de 30 segundos para o jogo de 2025 chegando a quase US$ 8 milhões — a Copa do Mundo amplia a janela de engajamento. A FIFA informou que, no Catar 2022, cinco bilhões de pessoas interagiram com conteúdo da competição e a final alcançou quase 1,5 bilhão de espectadores, dados que evidenciam a escala global sincronizada do torneio.
Escopo e oportunidade comercial
O formato de 2026, com mais jogos e seleções, permite que marcas de cerveja, destilados, refrigerantes, energéticos e bebidas para hidratação construam narrativas graduais e multipliquem ocasiões de consumo: partidas da fase de grupos, mata-matas, fan zones, bares, restaurantes, ativações em ponto de venda e hospitalidade. Em vez de concentrar investimento em um único anúncio de alto impacto, as empresas podem criar ecossistemas de comunicação que integrem embalagens, varejo, conteúdo digital, influenciadores e eventos presenciais.
A duração e a diversidade do torneio também favorecem adaptação local: campanhas globais podem ser ajustadas para cidades como Cidade do México, Miami, Londres, Vancouver, Lagos, Tóquio, Buenos Aires e Kansas City, mantendo a conexão emocional com o público.
Valoração e estratégia de mídia
Executivos de marketing enxergam na Copa uma oportunidade de ROI diferente da do Super Bowl. Como afirma Corinne Casagrande, vice-presidente executiva e diretora de estratégia e planejamento da AMS: “Os anúncios do Super Bowl continuam incomparáveis em termos de atenção e alcance… Quando a alta direção de uma marca decide que quer um anúncio no Super Bowl, a disposição para pagar é extremamente alta.”
Casagrande também destaca as diferenças: “A Copa do Mundo é diferente. É mais rara, acontece em datas mais distantes e é mais difícil precificar com precisão. Isso cria mais oportunidades para os profissionais de marketing encontrarem valor e potencialmente gerarem um ROI de mídia mais forte.”
Imagem: Divulgação
Casos anteriores ilustram esse efeito de longo prazo. O relatório anual da AB Inbev de 2018 apontou que a Budweiser registrou ganhos significativos em mercados como China, Brasil e Reino Unido após sua ativação como patrocinadora global da Copa de 2018, contribuindo para um crescimento de 5,3% na receita global da marca.
Para as categorias de bebidas, cuja demanda é influenciada por hábitos, rituais e emoção, a Copa do Mundo oferece uma janela estendida para criar presenças em celebrações, transmissões noturnas, viagens e encontros sociais, ampliando a participação da marca nas memórias coletivas dos consumidores.
O torneio de 2026 combina escala, duração e intensidade emocional, tornando-se um palco cada vez mais relevante para o marketing global de bebidas, em paralelo aos modelos tradicionais centrados no Super Bowl.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6