O acúmulo de milhas aéreas passou a integrar debates jurídicos e legislativos, colocando em discussão se esses pontos podem ser considerados patrimônio, segundo proposta ligada à reforma do Código Civil. A mudança no entendimento decorre do valor econômico atribuído às milhas, que hoje podem ser transferidas, trocadas por serviços e até comercializadas em plataformas especializadas.

Na prática, os pontos gerados por programas de fidelidade servem para adquirir passagens nacionais e internacionais, fazer upgrades de cabine, reservar hospedagens, trocar por produtos e serviços, reduzir custos de viagem e, em alguns casos, serem vendidas em mercados específicos. Esses usos reforçam a ideia de que as milhas têm caráter econômico e, portanto, relevância para o direito patrimonial.

Apesar disso, milhões de brasileiros ainda não aproveitam plenamente esses benefícios por falta de conhecimento sobre o funcionamento dos programas. Há a percepção comum de que só é possível acumular milhas com viagens frequentes ou gastos elevados, quando, na realidade, o acúmulo costuma começar por despesas rotineiras: supermercados, aplicativos de transporte, farmácias, combustível, assinaturas e contas do dia a dia que geram pontos no cartão.

Especialistas e usuários identificam que a diferença entre quem só gasta e quem transforma consumo em benefícios está na estratégia. Entre os fatores que influenciam o acúmulo eficiente estão a escolha adequada do cartão, uso correto dos programas de fidelidade, aproveitamento de campanhas promocionais, transferências com bônus, compras em parceiros estratégicos e organização do processo de acúmulo.

Um erro recorrente é permitir que pontos expirem ou acumular sem planejamento. Muitos consumidores possuem cartões que geram pontos, porém não acompanham promoções nem entendem as regras dos programas, o que acaba desperdiçando potencial de economia. Por isso, a educação financeira é mencionada como caminho para extrair mais valor de gastos já existentes na rotina.

Legisladores discutem se milhas aéreas são patrimônio — e boa parte dos brasileiros ignora o tema

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Para quem busca orientação, há materiais introdutórios gratuitos que ensinam estratégias de acúmulo e uso de milhas de forma prática, sem complexidade. A visibilidade do tema em esferas legislativas reflete a transformação das milhas de um benefício marginal para um ativo com impacto financeiro real para consumidores e mercados.

O debate sobre o enquadramento das milhas na esfera patrimonial segue em evolução, enquanto muitos usuários seguem sem aproveitar as oportunidades de geração e utilização desses pontos.

Com informações de Infomoney