Arqueólogos revelaram uma stoa clássica submersa em Salamis após drenar parte do mar Egeu com o uso de um cofferdam. A estrutura pública, com 32 metros de comprimento e datada do século IV a.C., foi retirada da água e apresenta objetos que corroboram descrições históricas antigas.

O trabalho de escavação emergencial permitiu expor o edifício público, identificado como uma stoa — tipo de galeria coberta típica da arquitetura grega clássica. A intervenção envolveu a instalação de um cofferdam, técnica de contenção que viabilizou a retirada da água do entorno imediato da construção para permitir o exame direto das suas estruturas.

Entre os achados registrados pelos pesquisadores estão moedas de bronze e estátuas de mármore associadas ao interior e às imediações da stoa. Os itens, junto à própria planta e medidas do edifício, foram apontados como elementos que confirmam relatos antigos sobre a existência daquele prédio público na região.

Segundo os responsáveis pela escavação, a descoberta sustenta referências antigas do escritor grego Pausânias, que mencionou edificações públicas na área em suas descrições. A relação entre os vestígios encontrados e o texto antigo reforça a identificação do local como parte do tecido urbano de Salamis na antiguidade.

A operação de drenagem e a recuperação dos artefatos ocorreram sem divulgação de cronograma detalhado das próximas etapas por parte da equipe de campo. Pesquisadores locais continuam as análises dos materiais recuperados e a documentação das estruturas expostas, com trabalhos de conservação iniciais já em andamento.

Imagem: Ap

A reemergência da stoa acrescenta novas evidências ao registro arqueológico da ilha de Salamis e amplia o conjunto de dados sobre a ocupação e a organização pública da área no período clássico.





Com informações de Clickpetroleoegas