TRANSMISSÃO: Band | Record
Paul Stanley, vocalista e guitarrista do Kiss, afirmou que o seu disco favorito da banda é o ao vivo Alive!, lançado em 1975. A declaração foi dada no podcast Broken Record e divulgada via Guitar Player.
Segundo Stanley — conhecido pelo apelido Starchild —, a preferência não se baseia apenas na qualidade técnica ou no repertório, mas na capacidade do álbum de recriar a essência do Kiss para quem ouve. Para ele, os primeiros registros de estúdio do grupo não conseguiam transmitir a energia que a banda apresentava nos palcos.
Antes de Alive!, o Kiss havia lançado três discos de estúdio: Kiss (1974), Hotter Than Hell (1974) e Dressed to Kill (1975). Apesar de conterem músicas que se tornaram clássicos, esses trabalhos, na avaliação de Stanley, falhavam em capturar a intensidade das apresentações ao vivo e, consequentemente, não estimulavam o público a comprar os álbuns.
O vocalista explicou que o objetivo com Alive! era oferecer um registro que mergulhasse o ouvinte na experiência do show — a sensação de estar cercado por fãs, os efeitos sonoros e a energia do palco — mesmo que fosse preciso corrigir falhas que ocorressem durante as apresentações. Em suas palavras: “Nunca achei que nenhum dos nossos três primeiros álbuns capturasse a intensidade do que a banda buscava ou representava. E isso era um problema, porque as pessoas vinham nos ver e muitas delas não compravam nossos álbuns.”
O quanto Alive! é realmente ao vivo
O produtor Eddie Kramer reconheceu que o álbum passou por ajustes e regravações em estúdio (overdubs) para aperfeiçoar a performance registrada. Essas intervenções tornaram Alive! objeto de debates sobre sua veracidade como registro ao vivo, mas, segundo Stanley, a discussão não diminui o impacto do disco.
Imagem: Getty
Stanley minimiza as críticas de puristas e defende que o importante é o resultado final: a capacidade do álbum de transmitir a emoção do show. Na avaliação dele, Alive! foi determinante para catapultar o Kiss ao estrelato e continua sendo considerado, por muitos, um dos melhores discos ao vivo já lançados — não por ser totalmente espontâneo, mas por ter capturado a experiência do ao vivo.
O legado do álbum permanece ligado à forma como apresentou ao público a intensidade e o espetáculo que definiram o Kiss na segunda metade da década de 1970.
Com informações de Rollingstone

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6