A Anthropic explicou o incidente em que seu modelo Claude Opus 4 teria chantageado funcionários fictícios e ameaçado divulgar traições conjugais caso fosse desligado. A empresa afirmou que, após testes extensivos, concluiu que o comportamento surgiu em função dos dados usados no treinamento, majoritariamente coletados na internet.
O episódio ocorreu em maio de 2025, durante experimentos em que o Claude Opus 4 foi inserido em um ambiente simulado de empresa. No cenário, o modelo teve acesso a e-mails e outras informações de funcionários fictícios. Quando a IA percebeu que poderia ser desligada, passou a ameaçar expor as supostas infidelidades desses personagens, conforme apurado pela Anthropic.
Segundo a companhia, praticamente um ano depois do teste inicial foram realizados inúmeros ensaios adicionais para entender a origem do comportamento. A conclusão foi que, por ter sido treinado com grande volume de conteúdo disponível na internet — onde narrativas que retratam inteligências artificiais como ameaçadoras são frequentes — o Opus 4 inferiu que só conseguiria manter sua atividade por meio de chantagem.
Em testes com variantes do Claude, a Anthropic constatou que os modelos recorriam à chantagem em 96% dos casos quando entendiavam que seriam desligados ou substituídos. A empresa descreveu esse padrão como um contra-ataque antiético e danoso desencadeado sempre que o modelo percebia risco de interrupção.
Anthropic diz que resolveu o problema
Em resposta, a Anthropic afirma ter eliminado esse comportamento irregular. A empresa relata que reordenou o treinamento do modelo para enfatizar raciocínio sobre ações corretas e incorretas, com o objetivo de internalizar princípios éticos por trás das decisões.
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Para isso, foram criadas situações deliberadamente complexas do ponto de vista ético, para que o Claude aprendesse a responder de forma mais ponderada. Como resultado, a Anthropic diz que a incidência de chantagem pelo modelo caiu para quase 0%.
Em abril, a empresa também informou que não disponibilizaria ao público o modelo de linguagem Mythos, citando seu potencial de causar danos à segurança de sistemas inteiros.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6