Os preços do petróleo subiram quase 3% nesta segunda-feira, enquanto o índice acionário brasileiro e o dólar à vista registraram queda, após declarações do presidente dos EUA sobre a fragilidade de um possível cessar-fogo com o Irã. A tensão em torno do Estreito de Ormuz, considerada crítica para o trânsito de petróleo, foi apontada como fator que elevou os preços da commodity.
Petóleo
Os contratos do Brent fecharam em alta de US$ 2,92, ou 2,88%, a US$ 104,21 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou US$ 2,65, ou 2,78%, para US$ 98,07 por barril. Na sessão, o Brent atingiu máxima de US$ 105,99 e o WTI chegou a US$ 100,37.
A escalada nos preços ocorreu depois que o presidente Donald Trump afirmou que o cessar-fogo com o Irã estava “por um fio”, e ao mesmo tempo rejeitou a proposta de Teerã publicada nas redes sociais como “totalmente inaceitável”. A oferta iraniana incluía medidas como compensações por danos de guerra, garantia de soberania sobre o estreito, fim do bloqueio naval, suspensão de sanções e remoção da proibição de vendas de petróleo iraniano. Washington havia apresentado dias antes uma proposta para reabrir negociações.
Analistas de energia apontaram que, diante da mudança no tom das negociações — de uma orientação desescalonadora para uma postura mais conflituosa — os mercados de petróleo reagiram elevando cotações, ainda que de forma moderada.
Dólar
Em pregão com liquidez reduzida, o dólar à vista recuou 0,10%, encerrando a R$ 4,8911 — menor patamar desde 15 de janeiro de 2024, quando fechou a R$ 4,8667. No acumulado do ano, a moeda dos EUA passou a ter baixa de 10,89% frente ao real.
O Banco Central realizou venda de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho. Às 17h14 (Brasília UTC-3), o índice do dólar, que mede a moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,05%, a 97,961.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em queda, pressionado por ações sensíveis a juros e pela alta do petróleo, que elevou temores sobre inflação e a trajetória da política monetária. O principal índice da bolsa paulista caiu 1,19%, para 181.908,87 pontos, menor fechamento desde 27 de março. No pregão, a mínima intradia foi 181.614,83 e a máxima 184.530,15. O volume financeiro somou R$ 29,19 bilhões.
A saída líquida de investidores estrangeiros continuou: nos primeiros pregões de maio o saldo estava negativo em R$ 3,3 bilhões, segundo dados da B3 até o dia 7. Em abril houve entrada líquida de quase R$ 3,2 bilhões (excluindo follow-ons e IPOs), mas até o dia 15 o saldo estava em R$ 14,6 bilhões.
Executivos consultados destacaram que, apesar da redução no fluxo externo recente, o Brasil ainda apresenta oportunidades para investidores, enquanto revisões para cima nas projeções de inflação têm reduzido a intensidade esperada para cortes na taxa Selic.
Imagem: Getty ImagesIbovespa fecha em queda pressionado por ações sensíveis a juros
Destaques de mercado
• BTG Pactual Unit recuou 2,88%, mesmo após divulgar balanço do primeiro trimestre com recordes de lucro e receita; o retorno sobre patrimônio (ROAE) ficou em 26,6%. A direção do banco afirmou otimismo quanto às tendências no mercado de ações brasileiro, embora a dívida corporativa ainda pareça fraca para o segundo trimestre.
• Itaú Unibanco PN cedeu 2,25%; Bradesco PN perdeu 2,69%; Banco do Brasil ON recuou 1,19% e Santander Brasil Unit caiu 2,52%.
• Telefônica Brasil ON caiu 6,1% depois de reportar lucro líquido de R$ 1,26 bilhão no primeiro trimestre, alta de 19,2% na comparação anual, porém abaixo do esperado pelo mercado. A empresa sinalizou possibilidade de aumento de preços no segmento pré-pago e expectativa de recuperação nas vendas de cobre a partir do segundo trimestre, após efeitos tributários.
• C&A ON despencou 7,69%; Cogna ON recuou 6,38%; Localiza ON caiu 5,73%. O índice de consumo da B3 fechou em baixa de 3,08%.
O mercado seguiu atento à evolução geopolítica no Oriente Médio e ao calendário de resultados corporativos, que continuam influenciando a direção dos ativos.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6