Uma coleção de 241 tábuas de argila preservadas no Museu Nacional da Dinamarca foi objeto de um trabalho de catalogação que identificou documentos administrativos e rituais com quase 4.000 anos de idade.

O material foi examinado pelo projeto Tesouros Ocultos, que destrinchou o acervo e organizou um catálogo contendo mais de 100 manuscritos inéditos. Entre as peças analisadas há recibos comerciais, listas de funcionários e até um registro de uma cerimônia antibruxaria.

As tábuas, descritas como do tamanho aproximado de um smartphone, têm origem no Oriente Médio e trazem informações administrativas e sociais da época em que foram produzidas. Um dos itens mais notáveis é um texto relacionado a Hama, cidade síria que, segundo o registro, foi destruída em 720 a.C.

Segundo o levantamento, o conjunto de 241 peças permaneceu guardado por décadas antes de receber atenção detalhada do projeto de pesquisa. O catálogo resultante reúne documentos que até então não tinham sido divulgados, ampliando a compreensão sobre práticas comerciais, organização de trabalho e rituais locais no período ao qual as tábuas pertencem.

Os recibos encontrados indicam transações comerciais registradas por escrito, enquanto as listas de funcionários sugerem formas de administração e relação de trabalho. O registro da cerimônia antibruxaria destaca também aspectos religiosos ou de práticas de proteção social praticadas naquela região.

Imagem: Divulgação

O trabalho de catalogação e a publicação dos manuscritos inéditos representam uma nova fonte de informação para especialistas interessados na história do Oriente Médio antigo, oferecendo materiais primários que documentam atividades cotidianas e manifestações culturais de uma sociedade de cerca de quatro milênios atrás.





O acervo examinado pelo Tesouros Ocultos permanece sob a guarda do Museu Nacional da Dinamarca, e o catálogo com os textos inéditos consolida a importância desses artefatos para estudos históricos e arqueológicos.

Com informações de Clickpetroleoegas