A escalada do conflito entre Irã e Estados Unidos já causa impactos diretos na indústria mundial de semicondutores, setor que vive forte demanda por hardware ligado à inteligência artificial (IA). Fabricantes e fornecedores alertaram investidores sobre aumento de custos, entraves logísticos e risco de falta de materiais essenciais para manter a produção em ritmo acelerado, segundo reportagens da imprensa internacional.

Companhias como TSMC, Foxconn e Infineon citaram em seus balanços que o confronto no Oriente Médio afeta operações e aperta margens. O avanço do preço do petróleo elevou despesas com energia e transporte, e pressão adicional sobre fretes internacionais tem complicado rotas e prazos, apontam executivos e analistas.

Hélio e outros insumos críticos

Entre os insumos mais preocupantes está o hélio, usado em diversas etapas da fabricação de chips e dependente da cadeia do gás natural. O Catar, apontado como o segundo maior fornecedor global de hélio, teve sua capacidade de exportação prejudicada após ataques atribuídos ao Irã. Dados da S&P Global indicam que o país representou mais de 30% da oferta mundial de hélio em 2025.

Além do hélio, empresas relataram dificuldades também com alumínio, bromo e outros materiais. Em março, compradores europeus recorreram a estoques de emergência após interrupções no transporte aéreo, conforme relatado por fabricantes e distribuidores.

Reações das empresas e do mercado

Analistas observam que os preços de gás, energia e frete permanecem em níveis historicamente elevados e podem seguir pressionados mesmo se as tensões diminuírem, afirmou Francisco Jeronimo, analista da IDC.

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Apesar das dificuldades operacionais, investidores continuam apostando no setor ligado à IA: o índice PHLX Semiconductor, da Nasdaq, registrou valorização significativa nos últimos meses, impulsionado pela demanda por chips especializados em inteligência artificial.

Especialistas em mercado esperam que empresas com estoques sólidos, fornecedores diversificados e maior poder de repassar preços enfrentem menos aperto financeiro ao longo de 2026, enquanto concorrentes menores e mais expostos podem sofrer impactos mais severos.

Com informações de Olhardigital