A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que apreendeu 200 mil figurinhas falsificadas do álbum oficial da Copa do Mundo FIFA de 2026 e milhares de camisas adulteradas da seleção brasileira. O material foi localizado no compartimento de carga de um ônibus em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e tinha como destino a cidade do Rio de Janeiro e municípios da Região Metropolitana.
A apreensão, feita pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), ocorreu na quinta-feira e resultou na detenção dos itens que serão submetidos à perícia antes de serem inutilizados. A ação foi baseada em levantamentos de inteligência com o objetivo de barrar a entrada desses produtos no comércio formal.
Como identificar figurinhas falsas
O delegado Victor Tutman, responsável pela investigação, listou sinais que podem ajudar consumidores a reconhecer figurinhas falsificadas:
- Preço muito abaixo do praticado no mercado, já que as figurinhas oficiais têm valor tabelado pela editora;
- Qualidade inferior do material, com aparência mais opaca e acabamento menos nítido;
- Embalagem diferente: o pacote falsificado apresenta papel mais poroso e grosso em comparação ao original.
Tutman destacou que, ao toque, é possível perceber as diferenças no papel — mais poroso e grosso nas falsificações —, além de resolução de imagem inferior e menor brilho nas figurinhas ilegítimas. A embalagem original, segundo o delegado, tem textura, transparência e acabamento mais elaborados; já o pacote falsificado encontrado era mais simples e vinha sendo vendido a partir de R$ 5.
Rotas e estratégias de venda
De acordo com a investigação, a produção das figurinhas falsificadas teria ocorrido em São Paulo e os produtos seriam distribuídos para diferentes polos comerciais do Rio de Janeiro. Os vendedores utilizavam duas táticas para facilitar as vendas: em lojas físicas, tentavam igualar o preço ao do produto original e misturavam itens falsos com verdadeiros; no comércio pela internet, anunciavam pacotes por valores menores, fazendo com que o comprador só percebesse a fraude ao receber a mercadoria.
Imagem: Divulgação
As apurações seguem em andamento para identificar os locais de fabricação e os pontos de distribuição dos materiais apreendidos.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6