Ilha fluviomarinha enfrenta isolamento e dependência energética

Atualmente, parte significativa da eletricidade consumida em Marajó é gerada a partir de óleo diesel transportado por embarcações até a ilha. O combustível chega por balsa e é queimado em geradores para suprir demanda local, prática que evidencia a dependência do arquipélago em relação ao transporte de combustíveis fósseis.

Metade do ano a ilha se transforma em pântano, período em que alagamentos e solos encharcados limitam a implantação de atividades agropecuárias tradicionais. Essas condições ambientais afastaram o agronegócio convencional e contribuíram para que a produção local se voltasse para espécies mais adaptadas ao terreno.

Entre as atividades econômicas predominantes, a criação de búfalos tornou-se central. Os animais, com cascos largos, adaptam-se melhor às áreas alagadiças e passaram a integrar a base econômica de comunidades locais. Essa vocação pecuária substituiu em larga escala as práticas agrícolas que não se adaptaram ao regime de cheias.

O contraste entre a presença de grandes empreendimentos hidrelétricos no mesmo estado e a situação de isolamento e pobreza vivida por parte da população de Marajó chama atenção para desequilíbrios regionais na disponibilidade e no acesso a infraestrutura energética. A necessidade de transportar diesel por via fluvial para garantir fornecimento de luz ilustra a vulnerabilidade energética da ilha.

Imagem: Divulgação

A situação atual coloca desafios para o desenvolvimento local, já que a combinação de condições ambientais e logística de abastecimento influencia diretamente a economia e a qualidade de vida dos habitantes.





Com informações de Clickpetroleoegas