Travessia solo em embarcação mínima

O britânico Andrew Bedwell pretende cruzar, sozinho, quase 3.000 quilômetros do Atlântico Norte a bordo de um barco de apenas 1,19 metro — dimensão menor que muitos caiaques. A operação tem como objetivo superar um recorde e prestar homenagem a vítimas do câncer.

A embarcação, batizada de Big C, faz referência coloquial ao câncer em inglês. Bedwell diz carregar no projeto lembranças pessoais: a doença tirou a vida do pai, da mãe e também de um amigo que foi responsável pelo projeto do casco da embarcação.

Essa não é a primeira tentativa do britânico. Uma primeira viagem terminou em naufrágio em 2023, ocorrida apenas dois dias após a morte do pai de Bedwell. Agora, em um casco ainda menor do que a distância de um passo humano, ele retoma a iniciativa para concluir a travessia.

A empreitada exige que o velejador passe mais de dois meses em condições extremas, sem conseguir deitar nem ficar em pé, segundo as características da embarcação e do planejamento da viagem. O projeto combina a busca por um recorde com a motivação pessoal de homenagear pessoas próximas que morreram em decorrência do câncer.

Bedwell segue como único tripulante da pequena embarcação durante toda a travessia planejada pelo Atlântico Norte. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre a rota exata, datas de partida ou suporte logístico disponível ao longo do percurso.

Imagem: Ap

O esforço reúne riscos notórios devido ao tamanho reduzido do barco e às condições imprevisíveis do mar aberto, tornando a tentativa um desafio físico e técnico significativo. Apesar disso, a motivação de recordar entes queridos e cumprir uma marca esportiva é o que move a nova tentativa do britânico.





Ele segue empenhado em completar a travessia solo e em dedicar a façanha à memória das vítimas de câncer que marcaram sua trajetória pessoal.

Com informações de Clickpetroleoegas