Paul McCartney lança álbum inspirado em Liverpool e reúne Ringo Starr em faixa inédita
Lançado hoje, “The Boys of Dungeon Lane” mistura memórias da infância com arranjos pessoais e convidados-surpresa

O veterano músico liberou nesta sexta-feira seu vigésimo disco solo, uma obra que nasceu em sessões espalhadas entre 2021 e 2026 e foi coproduzida por Andrew Watt. As gravações correram entre Los Angeles e estúdios na Inglaterra, em um processo que alternou estúdio e turnê — resultado de um trabalho longo, mas intencionalmente íntimo.
O título remete a uma rua de Speke, bairro de Liverpool, e serve de fio condutor para um álbum imbuído de lembranças e paisagens costeiras. A atmosfera do projeto aposta na nostalgia sem cair em pastiche: há calor nas melodias e simplicidade nas estruturas, como se McCartney revisitasse um mapa pessoal e transformasse memórias em canções.
Reencontro com Ringo, convidados e crítica elogiosa
A maior surpresa é a parceria com Ringo Starr na faixa “Home to Us”, onde o ex-Beatle assume bateria e contribui com vocais — uma conexão direta entre duas fases fundamentais da música pop. A faixa também recebe harmonias adicionais de artistas que emprestam cor ao arranjo.
O primeiro single, “Days We Left Behind”, antecipou o tom melancólico do disco; uma segunda amostra, “Come Inside”, saiu junto ao lançamento, reforçando a sensação de confidência sonora. McCartney toca boa parte dos instrumentos ao longo do álbum — do baixo e da guitarra a teclados vintage e percussões — imprimindo uma assinatura pessoal em quase todas as faixas.
Imagem: Paul e Ringo juntos no novo disco
A coleção soma 14 canções e cerca de 47 minutos de música. A capa foi criada por Josh McCartney, sobrinho de Paul, que incorpora referências locais como o código postal de Speke, reforçando o caráter familiar e local do projeto. Antes da estreia pública, houve audições em locais emblemáticos: Abbey Road e o histórico bar The Jacaranda, em Liverpool, onde parte da trajetória da banda começou.
A recepção crítica foi calorosa: o álbum figura entre os mais bem avaliados da fase recente do artista, com notas que destacam a consistência e a capacidade de McCartney de renovar sua voz sem perder a identidade. Para fãs e observadores, o trabalho aparece como uma ponte entre passado e presente — um disco que olha para trás sem se tornar retrógrado e que reafirma o papel do músico como contador de histórias sonoras.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6