06/12/2025 — MAVEN perde contato e segue rumo ao “cemitério” de espaçonaves de Marte

Sonda que investigou a atmosfera marciana por quase 12 anos teve a missão encerrada após falha de comunicação

Mesmo inerte, a MAVEN não deixará imediatamente o sistema marciano. Ela permanecerá em órbita por décadas, perdendo altitude gradualmente devido ao arrasto de uma atmosfera tênue até entrar em camadas mais densas e se desintegrar — um destino que a colocará entre os artefatos que hoje formam o chamado “cemitério” de espaçonaves do Planeta Vermelho.

O legado da missão e o lugar de Marte no mapa dos destroços espaciais

A MAVEN deixa um arquivo científico rico sobre a atmosfera superior de Marte e os processos que levaram à perda de grande parte de sua atmosfera ao longo de bilhões de anos. Esses dados já influenciaram modelos climáticos do planeta e continuam úteis para futuras missões tripuladas ou robóticas.

Marte acumula vários equipamentos aposentados na superfície e em órbita: rovers como Spirit e Opportunity, o módulo InSight, o helicóptero Ingenuity e a missão chinesa Zhurong são alguns nomes que hoje compõem esse inventário. Ainda assim, o maior “cemitério” do Sistema Solar é a Lua, onde mais de 70 artefatos permanecem espalhados pela superfície.

Planetas como Vênus, por outro lado, não guardam restos por muito tempo: suas temperaturas extremas e pressão esmagadora destroem rapidamente qualquer tecnologia que tente pousar lá. Em Marte, as condições permitem que peças e sondas durem anos — e que sua história científica persista mesmo depois do fim das operações.

Conheça sonda perdida pela nasa em marte vai parar em “cemitério de espaçonaves” 

Imagem: NASA





A perda da MAVEN encerra uma era operacional, mas não apaga o valor da missão. Os registros e descobertas coletados ao longo de quase uma década e meia de trabalho seguirão alimentando pesquisas e orientando projetos futuros enquanto a espaçonave descreve seus últimos círculos ao redor do Planeta Vermelho.